Publicado 10/05/2019 - 09h09 - Atualizado 10/05/2019 - 09h11

Por Henrique Hein

A Comissão de Saúde da Câmara se reuniu ontem pela manhã

Matheus Pereira/Especial para AAN

A Comissão de Saúde da Câmara se reuniu ontem pela manhã

O Ministério Público (MP) da Infância e Juventude de Campinas abriu ontem um inquérito civil público para apurar a morte do bebê de seis meses. A criança faleceu na manhã do último domingo, no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti. O Ministério Público, por meio da promotora Andréa Santos Souza, também solicitou informações para a Comissão de Saúde da Câmara, que se reuniu ontem de manhã para tratar do assunto.
Além do MP, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo também informou que vai investigar a falta de leitos na UTI Pediátrica do Mário Gatti, com o objetivo de apurar se houve negligência por profissionais e do hospital pela morte da criança, que não conseguiu transferência para a UTI Pediátrica, porque o espaço estava superlotado. Sem leitos disponíveis, ela foi atendida de forma improvisada no Pronto-Socorro (PS) Infantil.
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que não foi notificada oficialmente, mas que está à disposição da Promotoria para eventuais questionamentos. A Administração, no entanto, negou que o bebê tenha sofrido qualquer tipo de desassistência. “Em razão da falta de vagas na UTI Pediátrica, foram instalados na Sala de Emergência do PS Infantil recursos idênticos aos de uma Unidade de Terapia Intensiva e destacados profissionais médicos e de enfermagem para o acompanhamento da paciente”, alegou.
Além do bebê que morreu, outras três crianças também foram submetidas a tratamentos improvisados no último final de semana. Elas foram entubadas e também ficaram no local improvisado por falta de vagas na UTI da unidade. “As equipes de saúde desenvolveram todos os esforços para evitar o ocorrido”, ressaltou a nota do Governo Municipal.

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Henrique Hein