Publicado 10/05/2019 - 07h57 - Atualizado 10/05/2019 - 07h57

Por Alenita Ramirez

Duas das vítimas do golpe do food truck registram boletim de ocorrência no 5º DP, em Campinas

Leandro Torres/AAN

Duas das vítimas do golpe do food truck registram boletim de ocorrência no 5º DP, em Campinas

Um grupo de ao menos cinco pessoas é suspeito de aplicar golpes em Campinas, Valinhos e até na Baixada Santista. Os criminosos oferecem serviços de fabricação de food truck, recebem, mas não entregam a encomenda. A Polícia Civil suspeita que os bandidos já tenham feito dezenas de vítimas e movimentado mais de R$ 100 mil. Em Valinhos, já são três inquéritos instaurados. O delegado do 5º Distrito Policial (DP) de Campinas, Sandro Jonasson, informou que os suspeitos já foram identificados e devem prestar depoimentos na próxima semana. Três barracões usados no crime foram lacrados.
A polícia não informou quando começaram as denúncias, mas nos últimos dias várias pessoas procuraram o 5º DP e a delegacia do município de Valinhos para registrarem boletim de ocorrência. Em todos os casos, as vítimas relataram ter contratado os serviços de uma empresa, em Campinas, para a fabricação de traillers de food truck, sendo que alguns pagaram integralmente pelo trabalho, mas a entrega não aconteceu. Em muitos dos casos, as vítimas tomaram conhecimento da empresa nas redes sociais.
"Conheci a empresa em novembro do ano passado, pelo Facebook. Estava disposto em colocar um food truck de lanches. Sou de Cajamar e vim em Campinas conhecer o local. Uma mulher me mostrou modelos e fizemos um contrato. Paguei a vista R$ 8 mil, mas até hoje não vi meu trailler", disse o eletricista José Raul, de 30 anos. "Perdi todos os produtos que tinha comprado para abastecer o food truck, pois não recebi o veículo e não tinha como vender", comentou.
Segundo Jonasson, já foram identificadas três mulheres e dois homens envolvidos no golpe. Duas das mulheres teriam cargos de gerência e uma é funcionária. Um dos barracões fica em Valinhos e o imóvel e usado para depósito do material. "Duas das investigadas são reincidentes. O 5º DP considera que se trata de uma associação criminosa na prática de estelionato e não um mero desacordo comercial. Vamos ouvir todos na próxima semana e, com certeza, serão responsabilizados", disse o delegado. "Eles vendem uma coisa que sabem que não tem condições de entregar", acrescentou.
Em Valinhos, o chefe de investigação da delegacia, Moacir Marchi, informou que os golpes geraram cerca de R$ 12 mil de prejuízos para ao menos três vítimas. Nos casos investigados, as vítimas pagavam parcelado. "Também já identificamos os envolvidos e são os mesmos que são investigados por Campinas", comentou Marchi.
Para evitar golpes, Jonasson orienta as pessoas a terem bom senso quando forem fazer qualquer tipo de negócio. "Quando vai contratar algo, a primeira coisa é conhecer quem está contratando. Hoje em dia a tecnologia está tão avançada. Cheque cadastro na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo) e faça busca na internet", disse o delegado.

Escrito por:

Alenita Ramirez