Publicado 08/05/2019 - 07h33 - Atualizado 08/05/2019 - 07h33

Por Rogério Verzignasse

O Marco Zero que existe na Praça Bento Quirino é praticamente ignorado por quem passa pelo local, delimitado por um quadrado no calçamento

Leandro Ferreira/AAN

O Marco Zero que existe na Praça Bento Quirino é praticamente ignorado por quem passa pelo local, delimitado por um quadrado no calçamento

O Marco Zero de Campinas, representado por um detalhe simples do calçamento da Praça Bento Quirino, vai dar espaço a um monumento simbólico, expressivo, que promete se transformar em ponto turístico. 
Provavelmente, a praça vai ganhar obelisco, com informações básicas sobre a história da cidade. A iniciativa para a construção do novo marco partiu da própria sociedade civil, e veio ao encontro do que já se debatia, havia algum tempo, no âmbito da Administração Municipal.
Quem está à frente do movimento civil é o empresário Renato Squarizzi Simões, dono de uma loja de suprimentos para informática. Ele preside a Campinas Antiga, um grupo virtual com milhares de membros, que trocam imagens e informações antigas sobre a cidade.
Simões, aliás, é envolvido com história há muito tempo. Ele coordenou, por exemplo, a instalação do centro de memória do Guarani, montado nas dependências do Estádio Brinco de Ouro. O empresário deu o pontapé inicial daquele projeto, que caiu nas graças dos torcedores.
Quando ele passou a fazer parte do espaço virtual de história, a ideia de celebrar o resgate do Marco Zero começou com o diálogo dos próprios integrantes do site, inconformados com a falta de um monumento digno por ali.
O marco atual é desconhecido, desprezado. Literalmente ignorado por quem passa ou por comerciantes informais que instalam barraquinhas no calçamento para a feirinha do local.
O debate começa
A primeira reunião oficial para tratar do tema está marcada para hoje, no 15º andar do Paço Municipal, onde funciona a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo. A diretora de Turismo, Alexandra Caprioli, representantes do Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), vereadores e secretários municipais estão convidados para evento.
O grupo deve definir as regras para a criação de um concurso para a escolha do monumento. Ainda não existe, naturalmente, qualquer orçamento previsto para a execução, ou cronograma de obras .
É claro, no entanto, que a Prefeitura quer aproveitar o potencial da praça para alavancar o turismo. Por ali, estão o monumento-túmulo de Carlos Gomes, o Jockey Club, a Matriz do Carmo e o monumento em homenagem ao cidadão ilustre que dá nome a própria praça.

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Rogério Verzignasse