Publicado 05/05/2019 - 09h56 - Atualizado 05/05/2019 - 09h57

Por Henrique Hein/AAN

A variação dos preços dos combustíveis nos postos de Campinas também preocupa e chega a ser de R$ 0,30

Denny Cesare

A variação dos preços dos combustíveis nos postos de Campinas também preocupa e chega a ser de R$ 0,30

O ano de 2019 começou com a Petrobras baixando o preço médio da gasolina no Brasil logo na primeira semana de janeiro. No início de fevereiro, uma nova redução nos valores animou os consumidores. No entanto, menos de três meses depois, o que se viu foi o aumento constante e exorbitante no valor do combustível nas bombas em todo o País, sobretudo em Campinas, onde o preço médio da gasolina subiu 19 centavos em menos de 75 dias, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
De acordo com o levantamento da ANP, o preço do litro da gasolina no município aumentou 5% entre a primeira semana de fevereiro e a última semana de abril. Entre os dias 3 e 9 de fevereiro, o valor médio do combustível na cidade era de R$ 3,95 e, na semana dos dias 20 e 27 de abril, passou para R$ 4,14.
Além dos preços, o órgão também identificou que existe uma diferença de até R$ 0,30 nos preços praticados pelos estabelecimentos da cidade: os mais baratos vendiam a gasolina a R$ 3,99 o litro, enquanto os mais caros cobravam R$ 4,29 no final do mês passado.
Nesta semana, a reportagem percorreu algumas das principais avenidas de Campinas e verificou que a maioria dos postos de combustíveis vende a gasolina comum a R$ 4,29 o litro e que alguns estabelecimentos subiram o preço do produto recentemente. Na Avenida Morares Sales, por exemplo, um estabelecimento cobrava R$ 4,39 o litro do combustível.
Avaliação
Na avaliação de Flávio Campos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), o valor pago pelos brasileiros na gasolina, de um modo geral, é exagerado por um motivo simples. "O combustível é caro no Brasil, porque 50% do valor que está embutido nele é só imposto. Isso sempre foi assim. É algo que está configurado e que é muito pouco provável que mude algum dia", comentou.
Questionado se acredita que novos aumentos continuarão a ocorrer nos próximos meses, Campos disse que a resposta é incerta. "Não dá para você prever se vai aumentar ou baixar, porque depende de uma série de fatores externos, como o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação atual do dólar e por aí vai. Isso está muito além do nosso alcance", explicou.
O que diz a Petrobras?
Em nota, a estatal informou que não fornece gasolina diretamente aos postos, mas sim às distribuidoras e que, portanto, os preços cobrados nos postos não dependem exclusivamente da empresa.
"No preço que o consumidor paga no posto, além dos impostos e da parcela da Petrobras, também estão incluídos o custo do Etanol Anidro (que é fixado livremente pelos seus produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos próprios postos revendedores. Somente 32% do valor que é cobrado dos postos cabem à Petrobras", informou a nota. 

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Henrique Hein/AAN