Publicado 05/05/2019 - 09h51 - Atualizado 05/05/2019 - 09h53

Por Henrique Hein/AAN

A meninada aproveita o espaço - mas não é só diversão: para participar dos treinos, é preciso estar em dia com a frequência na escola e ter boas notas

Matheus Pereira/especial para a AAN

A meninada aproveita o espaço - mas não é só diversão: para participar dos treinos, é preciso estar em dia com a frequência na escola e ter boas notas

Parece até um conto de fadas, mas a história é real. Cansado de ver uma área na Rua São Pedro do Turvo, no bairro Parque da Figueira, em Campinas, sempre cheia de entulhos, Sidnei Nunes, de 46 anos, decidiu transformar o local em um campinho de futebol para crianças e adolescentes.
A ideia começou assim, sem pretensões - mas o espaço inaugurado há um ano, no dia 5 de maio de 2018, se transformou num grande projeto social: o Unidos Esporte Clube, que vem ajudando dezenas de jovens.
Com o auxílio da iniciativa privada e da Prefeitura, vieram os recursos para dar início às obras. A terraplanagem foi o primeiro obstáculo. Depois vieram o plantio da grama e a colocação de um alambrado, para que o público pudesse assistir os jogos.
Sidnei conta que, mais do que convocar crianças para bater uma bola, o projeto tem como objetivo garantir um futuro melhor. “As crianças de hoje perdem muito tempo no mundo virtual e esquecem de uma praticar atividade física e estudar. Precisávamos criar um espaço para formar cidadãos”, comentou.
Por isso, quem quiser ficar na escolinha precisa garantir presença nas aulas e manter boas notas - exigências que são comprovadas pelos boletins, que precisam ser mostrados aos orientadores de tempos em tempos. “Mas não é só cobrança. Se alguém tem dificuldade na escola, temos uma professora que ajuda no reforço escolar. A criança estuda com ela por uma hora e depois vai para o treino”, explicou Nunes.
Após as aulas no campo, os alunos ainda recebem um kit alimentação com lanche, suco e frutas. O local oferece treinos para jovens de 14 a 18 anos duas vezes por semana. Aos sábados são atendidas crianças de 5 a 13 anos e aos domingos acontece o tradicional “rachão”, quando o espaço é aberto para os adultos jogarem futebol e se divertir, detalha Mauro César Paixão, de 55 anos, um dos coordenadores do projeto. O local também é aberto para os moradores fazerem caminhadas ou passear com seus animais de estimação.

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Henrique Hein/AAN