Publicado 05/05/2019 - 09h29 - Atualizado 05/05/2019 - 09h31

Por Agência Anhanguera

O Instituto de Química da Unicamp foi o que mais teve patentes aprovadas pelo Inpi em 2018, com 21

Antonio Scarpinett/Unicamp

O Instituto de Química da Unicamp foi o que mais teve patentes aprovadas pelo Inpi em 2018, com 21

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) bateu seu recorde de patentes concedidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) em 2018. Dos 72 pedidos de patentes depositados na autarquia federal, vinculada ao Ministério da Economia, 71 foram concedidos. O resultado é cerca de 14% superior ao anotado em 2017, quando 62 patentes foram concedidas à universidade. Na ocasião, 81 pedidos foram realizados.
Janaína César, gerente de propriedade intelectual da Inova Unicamp, responsável pela proteção do resultado das pesquisas da universidade, disse que antes de realizar um pedido junto ao Inpi não é avaliado o mérito do estudo, mas sim se a pesquisa está em conformidade com os requisitos de patenteabilidade previstos na Lei nº 9.279 de 14 de maio de 1996, que regula direitos e obrigações relativos a propriedade industrial, que são: novidade, quando não compreendida no estado da técnica, atividade inventiva para técnicos no assunto e aplicação industrial, que é quando a tecnologia pode ser utilizada ou produzida em qualquer tipo de indústria.
A gerente acrescenta que, em seguida, os docentes, funcionários e alunos são orientados que a tecnologia precisa apresentar um diferencial técnico frente às tecnologias concorrentes e ter resultados que evidenciem suas vantagens. No caso, em relação a um produto ou processo comumente utilizado, preferencialmente, frente ao que é considerado ‘padrão ouro’ pelo mercado.
Exemplos
Um conhecimento geométrico que pode ser usado na arquitetura e construção civil, oferecendo conforto ambiental com controle de ruídos, integra a lista de patentes concedidas em 2018. A inovação no campo da difusão sonora foi desenvolvida pelo professor José Augusto Mannis, do Instituto de Artes (IA) da Unicamp. A estrutura proposta também permite a difusão sonora, desejada em ambientes de escuta técnica e de prática musical para que haja uma mistura homogênea dos sons para que os músicos toquem juntos e afinados e também para fruição musical harmônica para os ouvintes.
De acordo com o docente, misturar os sons é bom. Porém, é sempre importante prever o design sonoro das salas a fim de promover uma escuta crítica e uma prática musical com equilíbrio nessa mistura, mantendo a individualidade de cada instrumento ou voz. "É dessa harmonia que surge a elegância da resposta acústica de uma sala", afirma Mannis.
Outra patente das 71 que foram concedidas no ano passado é um processo para criação de um sensor biodegradável que detecta rapidamente alimentos impróprios para o consumo. O equipamento foi desenvolvido sob responsabilidade da professora Telma Franco, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. O consumo de alimentos estragados é um problema ainda comum por todo o mundo, principalmente em regiões com altas temperaturas, razão pela qual a tecnologia colabora para a garantia de qualidade na indústria de alimentos e para população em geral, já que o processo permite um sensor portátil e de baixo custo totalmente biodegradável e de fácil uso.
Apesar de existirem outros sensores industriais que avaliam a variação de acidez e concentração de oxigênio para verificar o frescor dos alimentos, eles não são tão ágeis quanto o processo desenvolvido pela docente, que em aproximadamente 30 segundos confere o frescor do alimento ao detectar o componente sulfeto de hidrogênio (H2S), presente em alimentos estragados.

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