Publicado 04/05/2019 - 09h18 - Atualizado 04/05/2019 - 09h24

Por Renato Piovesan/AAN

Um levantamento elaborado por uma das redes de imobiliárias de Campinas, a Provectum, aponta crescimento de 21% nas vendas neste ano

Leandro Ferreira/AAN

Um levantamento elaborado por uma das redes de imobiliárias de Campinas, a Provectum, aponta crescimento de 21% nas vendas neste ano

Após seguidos anos de crise e inflação nas alturas, o mercado imobiliário dá sinais de reação na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e no Brasil como um todo. Em Campinas, os percentuais de negócios estão em crescimento desde o final do ano passado. Só em 2019, já são 2 mil unidades aprovadas entre lotes e torres verticais entre janeiro e abril, de acordo com a Secretaria Municipal de Habitação (Sahab). Se considerados os projetos em pré-análise para aprovação, o total sobe para 10 mil.
São números que animam o setor, que tem caminhado na contramão da instabilidade econômica em todo o Brasil. No País, o total de lançamentos cresceu 15,5% entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês de 2019, totalizando 98.602 unidades, segundo pesquisa divulgada esta semana pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Considerando apenas imóveis residenciais, houve expansão de 14% no mesmo período, já as vendas tiveram alta de 7,5% no segmento que se enquadra no programa Minha Casa, Minha Vida.
"São números para se comemorar. O pessoal está voltando a investir. Especialmente em Campinas, há um mercado muito bom, com grande demanda habitacional. É uma cidade em que qualquer empreendimento lançado dificilmente não é vendido na íntegra, quando isso ocorre num valor razoável", destaca o secretário de Habitação de Campinas, Vinicius Issa Lima Riverete. "O País passa por questões de indefinições, mas em Campinas, na área imobiliária e da habitação, as coisas estão acontecendo", finaliza.
Um levantamento elaborado por uma das principais redes de imobiliárias de Campinas, a Rede Provectum, aponta crescimento de 21% nas vendas neste ano. A expectativa é de 30 novos lançamentos do grupo até dezembro, número que, se confirmado, representará o triplo de 2018. O secretário Vinicius Issa Lima Riverete relembra que o objetivo é regularizar 20 mil propriedades até o final de 2020. Em 2019, já foram beneficiados moradores do Residencial São Luís, no Distrito do Campo Grande, Núcleo Residencial Parque Shalon, na Região da Vila Boa Vista, e Núcleo Residencial Vila Lafayete Álvaro, na Região do Shopping Iguatemi, entre outros.
Um reflexo do bom momento do mercado imobiliário se dá também pela geração de empregos na área da construção civil. No mês de março, 334 vagas foram criadas nos 20 municípios que fazem parte da RMC. No acumulado do primeiro trimestre de 2019 o saldo chega a 479 vagas abertas. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
Apenas quatro dos 20 municípios que integram a RMC tiveram mais demissões que admissões no setor em março: Engenheiro Coelho (1), Hortolândia (6), Santa Bárbara d´Oeste (7) e Valinhos (14). Em Morungaba o saldo ficou em zero, enquanto que nas demais cidades o número de pessoas contratadas com carteira assinada superou às demissões. Os destaques ficaram por conta de Indaiatuba (97), Campinas (86) e Paulínia, com 31 vagas preenchidas, revertendo o quadro negativo de fevereiro, quando fechou o mês com 756 demissões no setor.
Para o presidente da Associação Regional da Construção de Campinas e Região (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima Filho, o início de 2019 tem sido positivo para toda a cadeia da construção na Região Metropolitana de Campinas, mostrando um quadro de recuperação, tanto na questão do emprego como em lançamentos imobiliários. “Estes fatores refletem no aumento de riqueza e impostos para as Prefeituras, movimentando a economia regional”, ressalta.
De acordo com Oliveira Lima, apesar de uma grande expectativa do setor empresarial em torno da Reforma da Previdência, que tem deixado os empresários cautelosos em relação a investimentos, a construção vem crescendo aos poucos, dentro do ritmo previsto no início do ano, em torno de 1,8% do PIB. “Independentemente da política, as empresas do setor vêm investindo em lançamentos imobiliários e temos anúncios de investimentos industriais grandes, que vão demandar mão de obra em grande escala nos próximos meses”, completou Oliveira Lima.

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Renato Piovesan/AAN