Publicado 12/05/2019 - 06h00 - Atualizado 11/05/2019 - 17h24

Por Carlo Carcani


Olhando apenas para o placar, a Ponte Preta conquistou na noite de sexta-feira seu primeiro resultado positivo na Série B. Em um campeonato com a mesma cota de TV para todos os participantes, qualquer ponto conquistado em terreno adversário é valioso. Na Série B, vencer em casa sempre será uma “obrigação” para qualquer um dos participantes. Assim como empatar no Moisés Lucarelli com o Criciúma de Gilson Kleina foi ruim, atrapalhar a vida do time de Eduardo Baptista no Serra Dourada foi positivo.
Mas se analisarmos o que ocorreu durante os 90 minutos, fica claro que a Ponte perdeu uma grande chance de conquistar sua primeira vitória. O 1º tempo foi um festival de gols perdidos. Para os donos da casa, apenas uma chance, desperdiçada com displicência pelo atacante Juninho, dentro da pequena área.
No mais, só deu Macaca. Na única finalização bem feita, Matheus Vargas aproveitou um erro de passe bisonho, arrancou em direção à área e bateu cruzado e rasteiro. A bola acertou a trave. Depois, a Ponte teve mais três ou quatro chances de abrir o placar, mas seus jogadores finalizaram muito mal.
No intervalo, Eduardo Baptista (pressionado pela largada ruim na Série B e pela eliminação em casa na quarta fase da Copa do Brasil) conseguiu dar um pouco de equilíbrio ao seu time. O jogo perdeu qualidade, com ampla vantagem das defesas sobre ataques inofensivos que, juntos, marcaram em três rodadas o mesmo número de gols que o Bragantino fez apenas na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-GO.
Esse cenário poderia ter mudado aos 26’, com a expulsão de Alan Mineiro. Com um homem a mais e diante de um adversário nervoso, vaiado o tempo todo, a Ponte deveria sair em busca do gol da vitória. Não conseguiu, se é que tentou. Com dez, o Vila viveu seu melhor momento na partida. Não foi ameaçado e ainda conseguiu pressionar uma Ponte Preta que se retraiu, lutando apenas para segurar o empate até o fim, como se estivesse ela com um homem a menos.
Antes da partida, o técnico Jorginho disse que, ao contrário do que muitos pensam, não há desespero no Majestoso. Frisou que, no início, apenas uma vitória já pode levar uma equipe de uma posição intermediária para uma boa colocação na tabela.
Ele não deixa de ter razão e espera que a Ponte dê um grande salto nas rodadas seguintes, com jogos em Campinas diante de Operário e Paraná. Mas a questão é que é justamente nesse momento sem desespero que qualquer time com a pretensão de acesso deve acumular pontos. A reta final da Ponte em 2018 beirou a perfeição, com sete vitórias e dois empates. Faltou só um pontinho, jogado fora em uma largada com duas derrotas e uma vitória.
O início desse ano foi pior e embora não haja nenhum motivo para desespero, isso não pode ser motivo para que a equipe se acomode em momentos decisivos dos jogos, como aconteceu contra Criciúma e Vila Nova. A ausência de desespero do momento deve ser explorada com a busca do máximo rendimento para que o time não se veja obrigado a vencer todos os seus jogos de outubro e novembro.

Escrito por:

Carlo Carcani