Publicado 29/04/2019 - 14h51 - Atualizado // - h

Por Da Redação da Metrópole

Boa parte da população sofre de alergias crônicas, mas desconhece que elas podem estar relacionadas a fatores emocionais

I Stock

Boa parte da população sofre de alergias crônicas, mas desconhece que elas podem estar relacionadas a fatores emocionais

“Grande parte das alergias tem fundo emocional e, por isso, os medicamentos funcionam como paliativos, nos fazem conviver melhor com os sintomas, mas não conseguem eliminar o agente”
Sergio Bastos Jr., fisioterapeuta
Você sabia que por trás de uma alergia de pele, por exemplo, pode estar um problema emocional? Muita gente desconhece, mas algumas alergias crônicas podem estar ligadas com um momento de estresse ou de grande ansiedade. Essas duas situações costumam atrapalhar o dia a dia e fazer com que os medicamentos tornem-se rotina. “Tem gente que já acorda, pela manhã, espirrando, se coçando, começando o dia de um jeito nervoso e estressado. Tem quem já se acostumou com a alergia a tal ponto que nem lembra mais como é viver sem ela. Mas é possível quebrar essa linha de raciocínio do organismo, ou seja, eliminar o agente para acabar com a reação, já que a alergia é sempre uma resposta do nosso corpo a algo”, explica o fisioterapeuta com foco em saúde integrativa, Sergio Bastos Jr. Segundo ele, o segredo é descobrir o quê provoca essa reação. “Existem muitas respostas possíveis e é preciso estudar cada caso separadamente. Mas uma coisa é certa: grande parte das alergias tem fundo emocional e, por isso, os medicamentos funcionam como paliativos, nos fazem conviver melhor com os sintomas, mas não conseguem eliminar o agente”, explica Sergio. Imagine a seguinte situação: uma rinite que é desencadeada a cada mudança de temperatura, como aquelas causadas pelo entra e sai de um escritório onde o ar condicionado está ligado. A alergia é sempre relacionada ao próprio ar, à limpeza do equipamento que resfria o ambiente ou à mudança de frio para calor e vice-versa, certo? Será? O especialista questiona: “e se eu disser que é muito mais fácil, e comum, que haja uma causa emocional que desencadeia a alergia, e que a mudança de temperatura é somente, digamos uma desculpa que o corpo acha para permitir que a alergia seja acionada?”. Sergio lembra: a primeira alergia é a dos bebês, que estão vivendo a adaptação a toda novidade no mundo, e que nós, em menor ou maior escala também estamos vivendo o contato com o novo a cada dia. Pois, se o contato com o novo provoca insegurança e medo, mesmo que inconscientes, eles podem vir mascarados de alergia, para que o corpo possa se proteger e nos proteger daquilo que é considerado uma ameaça! Mas, como saber? O fisioterapeuta explica: “buscando as causas primárias da alergia, por meio de técnicas de saúde integrativa que vão encontrar, lá no fundo, de onde as reações estão vindo, do que elas querem nos proteger”.
O medo é o principal agente de toda alergia
De acordo com o fisioterapeuta, as causas reais podem ser muitas: “medo do perigo, do abandono, da morte, de não conseguir atingir seus objetivos, de se separar de alguém querido ou de não conseguir se separar de alguém que nos faz mal. O medo é o principal agente de toda alergia. Ele está lá, a maioria das vezes agindo de forma silenciosa. Encontrar a causa ajuda a eliminar o agente e, portanto, as reações. Claro que é preciso um tratamento, trabalhar corpo e mente, mas temos inúmeros casos em que a pessoa simplesmente descobre que a alergia não está mais lá”, diz Bastos. Parece impossível? Segundo Sergio, não é: “basta entender que existe uma causa para tudo e que ela pode estar mais dentro de nós do que imaginamos. É preciso vasculhar nosso interior, buscar nas nossas emoções o que nos torna vulneráveis. Mas é possível e, muitas vezes, quando o tratamento é realizado da forma correta, tem um desenvolvimento rápido. O que não pode é achar que é normal sentir-se mal todos os dias”, finaliza.

Escrito por:

Da Redação da Metrópole