Publicado 27/04/2019 - 10h56 - Atualizado 27/04/2019 - 11h05

Por Carlos Rodrigues

O técnico Vinícius Eutrópio estreia hoje e pede apoio da torcida

Letícia Martins/Guarani FC

O técnico Vinícius Eutrópio estreia hoje e pede apoio da torcida

Eliminado precocemente na Copa do Brasil e 11º colocado no Campeonato Paulista, o Guarani teve um início de temporada marcado por insucessos e a desconfiança do torcedor é grande, mas o time tem a possibilidade de começar a afastar essas incertezas em busca de um ano satisfatório.
Hoje, o Bugre abre a campanha na Série B do Brasileiro contra o Figueirense, às 16h30, no Brinco de Ouro, sem figurar entre os favoritos, mas disposto a escrever uma outra história.
Campeão da Taça de Prata em 1981, o clube disputa a segunda divisão pela terceira vez consecutiva desde o retorno. Em 2017, chegou a liderar o campeonato, mas despencou e escapou da queda na penúltima rodada. Já no ano passado, sempre figurou entre os dez primeiros, mas nunca entrou no G4 e perdeu fôlego na reta final. Desta vez, sob o comando de Vinícius Eutrópio e poucas novidades no elenco — até o momento, cinco jogadores foram contratados — o alviverde tenta surpreender.
"Sobre candidatos ao acesso, é difícil porque ainda é muito cedo e a Série B troca muitos jogadores. Existem times que pela tradição são favoritos. O Bragantino está destoando em investimento financeiro, coisa que eles têm que tirar proveito e nós tiramos proveito de outras formas. Camisa e história como o Guarani tem são poucos na Série B", avalia o treinador, que tem um acesso no currículo, em 2013, justamente com o adversário de hoje.
Com praticamente um mês para preparar a equipe, Eutrópio tenta dar ao Bugre uma cara diferente da vista até o momento em 2019. Pegada e comprometimento são exigências do treinador, que projeta uma estreia complicada diante do Figueirense, semifinalista do Catarinense e considerado uma das forças da Série B.
"Foi um mês importante para condicionar os jogadores que não tiveram tempo de fazer bons treinamentos, e criar essa questão de competitividade no grupo", explica o comandante. "Estreia sempre é difícil, tem um peso emocional grande e a gente espera passar por essa dificuldade inicial com um futebol condizente, sendo aguerrido e buscando o gol a todo momento".
Para esse primeiro compromisso, Eutrópio não confirmou a escalação, mas durante a semana deu indicativos do time. A base titular é a mesma que disputou o Paulista, com possibilidade de até duas novidades. Arthur Rezende ganhou a vaga de Rondinelly nos treinos e é candidato a ser dono da camisa 10, enquanto Bruno Lima e Léo Príncipe disputam vaga na lateral-direita.

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Carlos Rodrigues