Publicado 26/04/2019 - 11h17 - Atualizado 26/04/2019 - 11h17

Por Paulo Santana

Gustavo Bueno falou sobre mudanças no elenco: clube precisa vender goleiro para manter equilíbrio financeiro

Wagner Souza/EC

Gustavo Bueno falou sobre mudanças no elenco: clube precisa vender goleiro para manter equilíbrio financeiro

O meia Matheus Vargas, que estava na mira de outros clubes, colocou um ponto final nas especulações. Garantiu ontem que fica no Majestoso para a disputa da Série B. "Continuo na Ponte. Apareceram algumas sondagens sim, mas nada concreto. Mantive o foco na minha renovação aqui. Vim para marcar meu nome na história, fazer um grande campeonato e dar um título para a Ponte", disse.
Segundo o executivo de futebol da Ponte Preta, Gustavo Bueno, a renovação do contrato que termina no dia 2 de maio está bem encaminhada com o presidente do Audax, Mário Teixeira, conhecido popularmente como "Mário Ponte Preta", por ser torcedor fanático da Macaca. "Faltam apenas alguns ajustes para a renovação, que está bem adiantada com o Mário", afirmou.
Além de agradecer pela oportunidade dada pela Macaca quando o trouxe para jogar a Série B quando ainda defendia o Audax na Copa Paulista, Matheus Vargas garante que tem uma "dívida de gratidão" com o gestor do clube de Osasco. "O seu Mário diz que foi um sonho me ver com a camisa 10 da Ponte. Um jogador que saiu do time dele vestindo a camisa da Ponte. Ele sempre acompanha nossos jogos. Se ele está feliz, eu também estou", assegura o atleta.
Para manter Vargas na Macaca, o Audax recusou propostas do Atlético-MG, Athletico, Goiás e até do Botafogo-SP. "Agora é fazer a alegria de todos os torcedores da Ponte conquistando o acesso", finaliza o camisa 10.
Uma semana depois de ter confirmado seu retorno ao Majestoso, o executivo de futebol Gustavo Bueno finalmente falou com a imprensa. Para começar, tratou a iminente saída do goleiro Ivan. "Até agora não houve proposta oficial, mas sendo sincero a Ponte precisa fazer algumas negociações para ter equilíbrio financeiro ao longo do ano", disse.
Uma de suas primeiras ações foi a liberação do atacante Hugo Cabral, que vai defender o Cuiabá na Série B. A volta dos atacantes André Luiz e Biro Biro está fora de cogitação. "Claro que gostaríamos, mas são nomes fora do patamar financeiro da Ponte. São salários três, quatro vezes acima da nossa média", lamenta.
A respeito da rejeição de seu nome por parte da torcida, o executivo pede um voto de confiança. "Acho que ficou o reflexo do rebaixamento e a gente entende isso. Só que ninguém pode ser o único rotulado pelos momentos ruins, nem trazer para si os momentos bons. Na minha avaliação, tivemos mais coisas positivas do que negativas", encerra.

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Paulo Santana