Publicado 25/04/2019 - 11h11 - Atualizado 25/04/2019 - 11h32

Por Carlos Rodrigues

Revelado no Brinco de Ouro, Xandão já conquistou dois acessos com a camisa do Guarani, em 2007 e 2008

Letícia Martins/Guarani FC

Revelado no Brinco de Ouro, Xandão já conquistou dois acessos com a camisa do Guarani, em 2007 e 2008

Um dos setores do time mais contestados no início de temporada, a defesa do Guarani ganha para a disputa da Série B dois jogadores com muita vontade de mostrar serviço. De volta ao clube após 11 anos, o zagueiro Xandão quer repetir as conquistas da primeira passagem, enquanto o goleiro Jefferson espera aproveitar a principal oportunidade da carreira.
Formado nas categorias de base do clube, Xandão foi lançado em 2007, disputou 68 partidas e comemorou dois acessos — na Série A2 daquele ano e na Série C de 2008. Depois de rodar por vários clubes, inclusive na Europa, ele retorna mais maduro.
“Muita coisa mudou. Eu estava em início de carreira, com 19 anos, ainda um garoto, aprendendo. De lá pra cá, até aqui, fiz uma carreira muito bonita. Adquiri muita experiência nesse período. Hoje é um Xandão mais experiente, que acaba exercendo uma liderança positiva perante ao grupo”, explica.
O zagueiro, porém, terá que superar um longo tempo de inatividade. Sua última partida foi em março do ano passado, quando defendia o Cercle Brugge, da Bélgica. Na atual temporada, ele fez parte do grupo do Red Bull Brasil que disputou o Paulista, foi relacionado algumas vezes, mas não atuou um minuto sequer.
“O ritmo de jogo, todo mundo sabe, é realmente algo que pega, ainda mais para um jogador de defesa, que precisa estar alerta e não pode cometer falhas durante os 90 minutos”, reconhece o defensor. “Isso pode ser um fator que eu tenha problemas no começo, é natural, mas é melhorar na sequência de jogos. Não tem como pegar ritmo sem jogar”.
Quem vem em pleno ritmo e boa fase é Jefferson. Eleito o melhor da posição no último Campeonato Carioca pelo Bangu, o goleiro chega ao Brinco vivendo o melhor momento da carreira.
“Vivi o melhor momento da minha carreira no Bangu. E isso me trouxe até aqui”, comentou o candidato a camisa 1, que valorizou a briga pela titularidade. “Começamos de novo aqui, sabendo que tem dois companheiros que têm história iniciada no clube. Quanto mais jogadores qualificados por posição, melhor”.
Por enquanto, nenhum deles têm presença certa no jogo de sábado contra o Figueirense, na estreia da Série B do Brasileiro. A expectativa é que Xandão seja regularizado e fique pelo menos como opção no banco de reservas, enquanto Jefferson deve aguardar pelo menos até a segunda rodada.
Diretoria acredita que Eutrópio ficará no banco
O Guarani está otimista em poder contar com o técnico Vinícius Eutrópio à beira do gramado na partida de sábado contra o Figueirense, pela primeira rodada da Série B do Brasileiro. Para que isso aconteça, o treinador precisa ser registrado no Boletim Informativo Diário da CBF e o clube acredita que isso vai acontecer, mesmo que a rescisão com Osmar Loss ainda não tenha sido paga.
Havia muitas dúvidas, inclusive internamente, se o registro do novo comandante poderia ser realizado sem que a multa de Loss fosse paga. Demitido após a derrota por 3 a 0 no Dérbi, em 16 de março, o treinador ainda não recebeu o que estava previsto no contrato — equivalente a todos os salários até o final da temporada. Em contato com a reportagem, Loss confirmou que se encontrou com dirigentes bugrinos, mas que não recebeu nenhuma proposta para resolver a rescisão.
Mesmo assim, o Guarani confia que hoje o nome de Vinícius Eutrópio aparecerá no BID, o que lhe permite trabalhar normalmente no final de semana. A justificativa é de que apenas o regulamento do Paulista não permitia um novo treinador sem que o anterior tivesse acertado todas as questões burocráticas.
A implementação do registro de contrato de treinador na CBF entrou em vigência em abril de 2017 e se tornou obrigatório para os clubes que venham a disputar o Campeonato Brasileiro, em todas as suas séries.

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Carlos Rodrigues