Publicado 27/04/2019 - 10h43 - Atualizado 27/04/2019 - 16h02

Por Delma Medeiros

Liderada por Gabriel Nóbrega, banda Silibrina mistura ritmos brasileiro com pitadas de jazz

Ju Matos/Divulgação

Liderada por Gabriel Nóbrega, banda Silibrina mistura ritmos brasileiro com pitadas de jazz

Na esteira de dois anos e meio de formação e apresentações no Brasil, Estados Unidos e Europa, a banda de música instrumental brasileira Silibrina, liderada pelo pianista Gabriel Nóbrega, lança seu segundo álbum, Estandarte, já disponível nas principais plataformas digitais. Depois de turnê pela América Latina – Uruguai e Argentina - e apresentações no Bourbon Street, Jazz Nos Fundos e Bona, em São Paulo, a Silibrina está em turnê pelo Circuito Sesi e faz hoje o lançamento de Estandarte com show no Teatro do Sesi Amoreiras, com entrada franca.
O álbum, que dá continuidade a O Raio, o disco de estreia, mostra o grupo de sete instrumentistas ainda mais entrosado. As músicas e arranjos são todos assinados por Gabriel Nóbrega, pensando nas características de cada integrante e na relação deles com a música popular brasileira, deixando evidente a linguagem da Silibrina.
“No primeiro disco, fiz as composições antes de conhecer os músicos – nosso show inaugural foi em agosto de 2016 no Ibirapuera. No processo de composição para o segundo álbum já os conhecia bem, sabia das características e recursos técnicos de cada um deles. Então compus pensando na melhor forma de aproveitar essas possibilidades”, conta Gabriel.
Ele explica que o disco tem uma variedade de ritmos. "O jeito que elegemos colocar os ritmos brasileiros no disco é não-literal: nossa música é majoritariamente brasileira, mas não exclusivamente. E uma faixa não se restringe a um ritmo, manifestação ou movimento. O grande objetivo de Estandarte é mesclar tudo isso e contar uma história, em que as músicas se desenvolvem construindo um arco narrativo no processo", comenta.
O álbum faz uma salada musical misturando frevo, baião, maracatu, coco e ciranda, com pitadas de jazz. “Apesar de ter estudado piano, minha formação musical não é tradicional. Comecei tocando percussão com meu pai, Antonio Nóbrega. Quando criança ele me levava para as rodas de frevo, maracatu, e fui aprendendo e entendendo a música de maneira não formal. Minhas músicas são um resumo do que aprendi na infância”, afirma.
Gabriel comenta ainda sobre a receptividade do trabalho da banda na América Latina. “No festival de Mercedes (no Uruguai), ficamos espantados com a reação e tempo de aplausos recebidos. Na Argentina, também chegamos com os ingressos esgotados. Os hermanos gostam da gente”, brinca.
A banda é formada por Gabriel Nóbrega (piano, composições e arranjos), Ricardinho Paraíso (baixo), Jabes Felipe (bateria), Matheus Prado (percussão), Wagner Barbosa (saxofone), Reynaldo Izeppi (trompete) e Gileno Foinquinos (guitarra), artistas de referências diversas, vindos de diferentes regiões do Brasil e extremamente atuantes no cenário musical em São Paulo.
AGENDE-SE
O quê: Silibrina lançamento do CD Estandarte
Quando: neste sábado (27), às 20h
Onde: Sesi Amoreiras (Av. das Amoreiras, 450, Pq. Itália,(Entrada pela Rua Francisco de Assis Iglesias s/nº)
Quanto: Entrada franca

Escrito por:

Delma Medeiros