Publicado 28/04/2019 - 09h53 - Atualizado 28/04/2019 - 09h53

Por Maria Teresa Costa

Prefeito interino Antônio Vicente Ferrari (DC), o Loira, durante inauguração de UBS

Prefeitura de Paulínia/Divulgação

Prefeito interino Antônio Vicente Ferrari (DC), o Loira, durante inauguração de UBS

Câmara de Paulínia decidirá, em 7 de maio, se instala processo de cassação do prefeito interino Antônio Vicente Ferrari (DC), o Loira, com base em denúncia de cinco dos 15 vereadores de que teria sido omisso e negligente na defesa de interesses do Município, em razão da crise na área da saúde.
Parlamentares da base de governo, no entanto, articulam aprovar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na próxima terça-feira, para justificar a derrubada de uma Comissão Processante (CP).
Se Loira for cassado, será a 13ª troca de prefeito nos últimos cinco anos. Ele permanece interinamente no cargo, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não julga recurso do prefeito cassado Dixon Carvalho (PP), que definirá se a cassação será mantida e novas eleições convocadas, ou se Dixon reassume o cargo.
A presidência da Câmara enviou a denúncia à Procuradoria, para parecer, e iniciou preparativos para a convocação de cinco vereadores suplentes. A convocação é necessária porque os denunciantes - Danilo Barros (PR), Edilsinho Rodrigues (PSDB), Du Cazellato (PSDB), Fábia Ramalho (PMN) e Fábio Valadão (PRTB) - não podem participar da votação para a abertura de Comissão Processante.
A oposição protocolou a denúncia, com 892 páginas, após o Ministério Público cobrar da Câmara providências que estariam sendo tomadas para apurar denúncia de que o prefeito interino está negligenciando os cuidados que deveria dispensar à área de saúde, especialmente ao Hospital Municipal, dentre outras denúncias, relatando que a saúde local está em situação de caos.
A denúncia partiu do então secretário Municipal de Administração, Washington Carlos Ribeiro Soares, que deixou o governo no início de abril, e fez uma série de acusações envolvendo o secretário de Saúde, Luiz Carlos Casarin.
Soares afirmou, em nota pública, que a Prefeitura teria contratado uma Organização Social que utilizou documentos fraudados e que ele teria sido pressionado para mudar o parecer no processo, para que somente o documento fraudado fosse analisado.
O prefeito interino informou, em nota, que assumiu a Prefeitura há menos de 100 dias e, desde então, não está poupando esforços para melhorar áreas importantes da cidade, como a saúde. O secretário de Saúde, Luis Casarin, informou em nota, que vem apresentando constantes prestação de contas à Câmara.
“Respeito o direito da Câmara em querer fazer o seu papel investigativo e as portas da prefeitura estão sempre abertas. Meu governo preza pela transparência e eficiência”, diz Loira. “Assim que tomar conhecimento de todo processo, estarei à disposição, como sempre estive, para contribuir com o desenvolvimento da cidade”, afirmou.

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Maria Teresa Costa