Publicado 27/04/2019 - 10h18 - Atualizado 27/04/2019 - 10h18

Por Daniel de Camargo

Professores protestam e reivindicam um aumento salarial de 15%

Denny Cesare / AAN

Professores protestam e reivindicam um aumento salarial de 15%

Aproximadamente 200 professores da rede estadual de ensino protestaram na manhã de ontem, em Campinas, contra a reforma da Previdência e por aumento salarial. A concentração aconteceu por volta das 10h30, no Largo do Rosário, no Centro. Às 11h30, os manifestantes saíram em passeata pela Avenida Francisco Glicério até o Largo do Pará, de onde se deslocaram para São Paulo, onde um grande ato foi realizado.
De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a paralisação causou reflexos em algumas escolas do município. Na Escola Estadual Paulo José Octaviano, no Jardim São Cristóvão, por exemplo, não houve aula devido a todos os docentes terem aderido à mobilização. "Nosso salário é miserável e não temos reajuste há mais de quatro anos. Não recebemos sequer o piso e trabalhamos em condições precárias", disse Livia Tonelli, de 32 anos, que leciona geografia em uma escola de Barão Geraldo.
Anteontem, a diretoria da Apeoesp se reuniu com Rossieli Soares da Silva, secretário de Educação do Estado. Os representantes da categoria reivindicaram um aumento salarial de 15%. De acordo com a entidade, 10,15% foram conquistados na Justiça, porém o processo está travado no Supremo Tribunal Federal (STF) porque o Governo paulista alega falta de recursos. Os outros 4,17% são referentes ao reajuste do piso salarial profissional nacional de 2019. A Secretaria de Educação do Estado informou, em nota, que a ausência de professores registrada ontem ocorreu dentro da média diária do Estado. 

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Daniel de Camargo