Publicado 25/04/2019 - 07h36 - Atualizado 25/04/2019 - 07h36

Por Daniel de Camargo

Paralisação dos servidores foi em frente ao Paço de Jaguariúna

Divulgação

Paralisação dos servidores foi em frente ao Paço de Jaguariúna

Aproximadamente 200 servidores públicos de Jaguariúna, segundo estimativa do sindicato que representa a categoria, protestaram em frente ao Paço Municipal, entre às 7h e 10h30 de ontem. De acordo com Maria Rita Elisa Granato, presidente da entidade, eles reivindicam reajuste salarial de 15% (reposição salarial de 5,75%, acumulada desde 2012, mais INPC de 3,57% deste ano e 5,68% de aumento real) e aumento no vale-refeição. A sindicalista disse que atualmente são pagos R$ 15 de vale-refeição e que a proposta inicial requeria, ao menos, um acréscimo de R$ 5. A Prefeitura chegou a oferecer R$ 17, entretanto, retrocedeu e não alterou o valor. A diferença de R$ 2 causou indignação e motivou a paralisação.
Maria Rita disse que a paralisação, realizada em sua maioria por funcionários da área da Educação, não refletiu no atendimento à população. A Prefeitura confirmou a informação, em nota, ressaltando que nenhum aluno da rede municipal ficou sem aula. O prefeito Gustavo Reis (MDB) apresentou aos representantes do sindicato uma proposta que inclui reajuste de 3,75%, equiparado à inflação no período, e um reajuste de 25% no Vale Alimentação, que passará de R$ 160,00 para R$ 200,00 ao mês.
"Essa proposta foi aceita em reunião realizada na última segunda-feira, dia 22 de março, e um documento foi assinado por representantes do Sindicato dos Servidores e da Administração Municipal, sendo reconhecimento legalmente pelas partes envolvidas e aceitando os respectivos reajustes apresentados", diz o texto.
Maria Rita explicou que, por praxe, o Sindicato ‘acatou’ as condições, mas não aceitou por entender que não atende, em sua totalidade, a necessidade dos trabalhadores. "Vamos agendar uma nova reunião com o prefeito para tentar melhorar esse e outros pontos", disse, completando que não há nenhum outro ato programado. A sindicalista informou ainda que o chefe do Executivo assegurou que os servidores que participaram da manifestação de ontem, não irão sofrer descontos ou qualquer sanção administrativa.
A Prefeitura enfatizou na nota que "respeita o direito à livre manifestação, mas ressalta que sempre esteve aberta ao diálogo e espera que seja cumprido integralmente o acordo assinado na mesa de negociação com os representantes legais da categoria". Uma comissão permanente de servidores foi instituída para dar prosseguimento às negociações por parte da entidade, que representa em torno de 2 mil trabalhadores.

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Daniel de Camargo