Publicado 25/04/2019 - 07h29 - Atualizado 25/04/2019 - 07h29

Por Renato Piovesan

O Colégio Notre Dame informou ontem, em nota, que tem atendido todas as recomendações do Devisa para solucionar o problema

Cedoc/RAC

O Colégio Notre Dame informou ontem, em nota, que tem atendido todas as recomendações do Devisa para solucionar o problema

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) interditou ontem a cantina terceirizada do Colégio Notre Dame, em Campinas. O espaço terá suas atividades suspensas por tempo indeterminado, até que adequações preventivas sejam feitas. A escola vive um surto de toxoplasmose, com 11 casos compatíveis da doença notificados, sendo oito alunos e três funcionários.
A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário chamado “Toxoplasma Gondii”, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos, que pode se hospedar em humanos e outros animais. A doença é causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados e é uma das zoonoses (doenças transmitidas por animais) mais comuns em todo o mundo. As frutas e verduras mal lavadas, as carnes e derivados crus ou mal cozidos são fontes de risco.
Segundo a diretora do Devisa, Andrea Von Zuben, a interdição da cantina ocorreu pelo fato de o espaço ser muito exposto a possível entrada de gatos em seu interior. "Temos que evitar toda fonte de contaminação. A lanchonete é totalmente aberta, inclusive a área de manipulação de alimentos, propiciando a entrada de gatos, os únicos hospedeiros definitivos, e roedores", explica. O Devisa também inspecionou os dois restaurantes do colégio, mas emitiu apenas notificações, sem a necessidade de suspensão de atividades.
Em nota, o Notre Dame confirmou a interdição da cantina e enfatizou que tem seguido todas as orientações dos órgãos competentes: “Informamos que desde o dia 11 de abril, quando o colégio teve conhecimento sobre a contaminação, imediatamente acionou o órgão competente (Vigilância em Saúde), e desde então vem atendendo todas as orientações recebidas, como a suspensão das atividades da cantina terceirizada. O colégio está acompanhando junto ao terceiro a realização das adequações solicitadas, e espera que a cantina retome suas atividades o mais breve possível."
Desde o dia 11, o Devisa tem enviado médicos infectologistas, veterinários, enfermeiras, biólogos e técnicos em vigilância para reuniões diárias com a direção pedagógica do colégio. A investigação das vias de transmissão do protozoário tem sido feita com a análise de alimentos e água. Para tanto, são previstos testes químicos; reforço nos procedimentos de segurança alimentar nas cozinhas e salões de refeições do colégio; criação e divulgação de campanha de reforço de boas práticas de higiene.

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Renato Piovesan