Publicado 14/04/2019 - 12h43 - Atualizado // - h

Por Renato Piovesan

Motoristas alegam que as placas os deixam vulneráveis

Denny Cesare/AAN

Motoristas alegam que as placas os deixam vulneráveis

A Câmara de Campinas vota amanhã um projeto de lei que pode revogar a obrigatoriedade do uso de adesivos nos veículos de transporte de passageiros oferecidos por aplicativos de celular como Uber, Cabify e 99. A proposta, do vereador Nelson Hossri (Podemos), atende a apelos de motoristas de aplicativos feitos desde a implantação da nova legislação, há exatamente 1 ano. Eles alegam que o uso das placas os deixam mais expostos a assaltos.
Em agosto do ano passado, o latrocínio de Amarildo Suffi, de 52 anos, no bairro São Judas Tadeu, enquanto fazia uma corrida remunerada, desencadeou uma série de protestos pela cidade e até um abaixo-assinado com pelo menos 1.300 assinaturas. Na época, o delegado José Carlos Fernandes, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, declarou que os dois suspeitos confessaram que praticaram o roubo seguido de assassinato para levar R$ 170,00 da vítima.
Atualmente, condutores que forem flagrados fazendo corridas com os aplicativos sem usar as placas obrigatórias podem ser multados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
"Os passageiros que estão utilizando os serviços possuem as informações necessárias sobre o motorista no próprio aplicativo, que já garantem mais segurança no trajeto. Não podemos admitir que essa regra continue valendo em Campinas. Os próprios motoristas estão preferindo descumprir a lei para ter mais segurança" , afirma Nelson Hossri, lembrando que, no âmbito federal, o Senado alterou o texto base da Câmara dos Deputados vetando a obrigatoriedade de identificação dos veículos.
Em nota, a Emdec salientou que Campinas possui uma lei municipal, um decreto e uma resolução que regulamentam o transporte individual de passageiros por meio de aplicativos e ressaltou que a identificação visual dos veículos é uma norma prevista, que tem como objetivo oferecer maior segurança para os usuários e facilitar a fiscalização. A empresa ainda exalta o fato de Campinas ser "pioneira no País em estabelecer um regramento para esse tipo de transporte". 

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Renato Piovesan