Publicado 01/05/2019 - 01h00 - Atualizado 30/04/2019 - 19h26

Por Carlo Carcani Filho


A primeira rodada da Série B não foi das melhores para o futebol de Campinas. Sob nova direção, o Guarani estreou em casa contra o Figueirense. Com a mesma base do Paulistão, deixou uma boa impressão no 1º tempo. Durante 45 minutos, o time de Vinícius Eutrópio foi superior ao adversário e se mostrou mais organizado e agressivo do que aquele que ficou em 10º lugar no estadual sob o comando de Osmar Loss.
A boa estreia de Arthur Rezende contribuiu para isso. Com boa movimentação e eficiente na distribuição do jogo, o camisa 10 se mostrou uma escolha acertada do novo treinador bugrino.
Apesar da boa atuação, o Guarani não conseguiu abrir o placar. E, na etapa final, teve brusca queda de rendimento. Com dificuldade para levar a bola ao ataque, deixou o Figueirense gostar do jogo. Ainda assim, nos acréscimos, foi de Anselmo Ramon a melhor chance de definir a partida. Dênis fez bela defesa e o atacante segue em busca de seu primeiro gol desde 18 de maio do ano passado.
O empate em casa foi ruim. Já que foi bem conservador na busca por reforços, o Guarani precisa ao menos tirar proveito de ter um time entrosado, que joga junto desde janeiro.
A Ponte Preta fechou a rodada na segunda-feira com uma atuação abaixo da expectativa. É bem verdade que a partida contra o Coritiba era uma das mais difíceis de toda a temporada, ainda mais com o Couto Pereira tomado por mais de 31 mil torcedores.
O Coxa, como esperado, adiantou a marcação e pressionou desde o início. A Macaca não soube sair dessa situação. Com enorme dificuldade na saída de bola, permitiu que o time da casa chegasse com frequência ao ataque, o que manteve a torcida inflamada. Rodrigão abriu o placar aos 19’ e a Ponte sentiu o golpe. A defesa, ponto forte da equipe no Paulistão, se perdeu e deu liberdade para Rodrigão driblar dois jogadores de uma vez na entrada da área e ampliar ainda no primeiro tempo.
O Coritiba acertou a trave, deu trabalho a Ivan e poderia ter conquistado uma vitória mais expressiva. A Ponte teve o mérito de resistir à pressão e ainda conseguir equilibrar a partida na metade do segundo tempo. Também criou chances e perdeu, junto com o pênalti desperdiçado por Thalles, a chance de evitar a derrota que parecia certa.
Perder no Couto Pereira será um resultado normal para qualquer time da Série B, mas a derrota exige uma reação imediata. O Criciúma perdeu em casa na estreia e virá ao Majestoso amanhã sob pressão. A missão da Ponte será impor ao time de Gilson Kleina a segunda derrota seguida no campeonato.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho