Publicado 26/04/2019 - 00h01 - Atualizado 25/04/2019 - 19h50

Por Carlo Carcani Filho


A Série B de 2019 começa hoje com quatro partidas e amanhã será a vez do Guarani dar o primeiro de seus 38 passos na competição diante do Figueirense, no Brinco de Ouro. A Ponte Preta fecha a primeira rodada na noite de segunda-feira contra o Coritiba de Umberto Louzer, no Couto Pereira.
O que as torcidas de Campinas podem esperar de seus clubes no campeonato? Essa avaliação vai mudar bastante durante os próximos meses. No ano passado, por exemplo, a diretoria da Macaca resolveu trocar Chamusca por Kleina para evitar preocupação com rebaixamento nas últimas rodadas. No fim, viu o acesso escapar por um ponto.
Essa mudança brusca de objetivo ocorreu em um intervalo de apenas nove rodadas. Imaginem o que não pode acontecer em 38.
Diante desse cenário, o Guarani decidiu dividir o campeonato em três partes. Na primeira, terá um orçamento menor do que o do Paulistão. Depois, segundo a diretoria, haverá uma injeção maior de recursos, o que deve se repetir perto do prazo final para inscrição de atletas.
Entendo a necessidade de gerenciar bem os poucos recursos em um campeonato tão difícil e importante. Mas acho perigoso menosprezar os pontos que já serão colocados em jogo a partir de hoje. Em 2018, a Ponte perdeu seus três primeiros jogos em casa para Paysandu, Londrina e Atlético-GO. Se tivesse empatado um, estaria na Série A.
É bem mais difícil consertar um time que largou mal do que acumular pontos no início, quando ninguém está lutando desesperadamente para subir ou evitar a queda.
Ainda assim, o Guarani optou por economizar na primeira parte. Entrará em campo amanhã com nove ou dez jogadores que já estavam no Brinco. Falamos de um time que foi eliminado da Copa do Brasil pelo Avenida e que não vence há seis partidas. Se Vinícius Eutrópio conseguiu aproveitar muito bem as semanas de preparação, pode ser que a torcida veja um Guarani mais competitivo amanhã. Mas se a produção for parecida com a da época de Loss, será difícil vencer o Figueirense.
A Ponte também contratou pouco, mas foi mais competitiva no Paulistão. Na 1ª fase, ficou em 6º lugar e teve a segunda melhor defesa.
O problema nesse início de ano foi a frieza em confrontos decisivos. A eficiência e a garra que sobraram no Dérbi desapareceram nas derrotas para a Aparecidense (na segunda delas, com apatia inexplicável) e também contra o Red Bull. Na Série B, não teremos jogos eliminatórios, mas confrontos de “seis pontos” serão frequentes. Jorginho precisa, o quanto antes, deixar a Macaca mais vibrante nos momentos decisivos.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho