Publicado 11/03/2019 - 16h26 - Atualizado // - h

Por Da Redação da Metrópole

A médica e pesquisadora Jerusa Alecrim: a eletroneuromodulação é uma grande aliada no tratamento das pessoas idosas

Divulgação

A médica e pesquisadora Jerusa Alecrim: a eletroneuromodulação é uma grande aliada no tratamento das pessoas idosas

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes. Uma das complicações comuns é o comprometimento do sistema nervoso periférico, a polineuropatia periférica. Sensação de queimação, formigamento, dormência, câimbras intensas, dor, fisgadas, choques e fraqueza em pernas e pés costumam tirar as noites de sonos dos pacientes. “As pessoas tentam aliviar os sintomas tomando banho, colocando os pés em bacias de água ou colocando gelo”, diz a médica Jerusa Alecrim, da clínica Draª Jerusa Alecrim.
Outra complicação pouco diagnosticada nos pacientes diabéticos é a neuropatia autonômica. Entre os sintomas estão: sensação de estômago cheio, diarreia ou constipação intestinal, dificuldade em segurar a urina, distúrbios da ereção, sudorese intensa durante o sono, palpitações e aumento dos batimentos cardíacos, entre outros.
Uma técnica chamada eletroneuromodulação periférica vêm preenchendo a lacuna deixada pelos medicamentos no tratamento de pacientes - que na maioria das vezes são ineficientes ou geram muitos efeitos adversos - no tratamento das neuropatias periféricas, neuropatias autonômicas, nas dores crônicas e dores neuropáticas. “Nos últimos 12 anos, muito se avançou na neurociência. Sabemos hoje que a recuperação do sistema nervoso é possível. Incontáveis pesquisas mostram que os exercícios físicos aeróbicos e o uso da estimulação elétrica promovem modificação no funcionamento do sistema nervoso (neuromodulação) e essas mudanças podem permanecer”, destaca a médica, que aplica a técnica em seus pacientes há 8 anos, com resultados muito animadores.
A médica ressalta que a eletroneuromodulação é uma grande aliada no tratamento das pessoas idosas, pois permite o cuidado desses pacientes, sem que se introduza nenhum medicamento no corpo e deste modo evita-se os efeitos adversos e as interações entre os medicamentos. “Outra vantagem é que ela ajuda na recuperação da estrutura do sistema nervoso, na circulação sanguínea e linfática, enquanto os medicamentos mais amplamente prescritos pelos médicos não revertem as lesões existentes no sistema nervoso, apenas aliviam os sintomas”, afirma.
Além do uso da eletroneurodulação periférica, a especicialista associa no tratametno outros recursos, tais como: nutracêuticos, medicamentos tópicos, orientações nutricionais, orientações sobre atividades físicas, de reabilitação, e algumas vezes, os medicamentos alopáticos tradicionais.
quadrinho
Formação
Jerusa Alecrim é médica e pesquisadora. Fez doutorado e mestrado em Medicina Interna e especialização em acupuntura na Universidade Autônoma de Barcelona – Espanha. Desenvolveu por longo período assistência e pesquisa em pacientes com enxaqueca no Ambulatório de Cefaleia do Hospital de Clínicas da Unicamp.

ONDE?

Clínica da Dra. Jerusa Alecrim
Rua Rafael Sampaio, 428 - Vila Rossi
f: (19) 3242-1492

Escrito por:

Da Redação da Metrópole