Publicado 15/03/2019 - 07h37 - Atualizado 15/03/2019 - 07h37

Por Alenita Ramirez

Empresário vai à delegacia dar queixa e acaba preso

Cedoc/RAC

Empresário vai à delegacia dar queixa e acaba preso

Um empresário de 28 anos foi armado a uma delegacia de Campinas e acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma, ontem à tarde. O homem foi fazer queixa de ameaça e perseguição, mas estava com uma pistola .380 e três carregadores, que totalizaram 57 munições. Apesar de ter o registro de posse e alegar que era para sua proteção, ele não poderia sair de casa com a arma. O suspeito não tem passagem criminal, apenas boletins de ocorrência de ameaça, colisão e perda de documento.
O flagrante aconteceu no início da tarde e foi registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Antes de seguir para a delegacia especializada, no Jardim Amazonas, o empresário buscou atendimento no 1º Distrito Policial (DP), no bairro Botafogo, na região central da cidade, mas como se referiu a uma grande quadrilha, os agentes o orientaram a apresentar a denúncia na DIG.
Na unidade, o empresário contou que fazia parte de uma quadrilha especializada em grandes golpes de compra e venda de carros e como queria deixar o crime, passou a ser ameaçado pelos comparsas.
Nas ameaças, os companheiros teriam marcado para a noite de anteontem sua execução. No entanto, com medo, conseguiu fugir de casa e buscar ajuda. “Ele disse que queria ‘delatar’ a quadrilha, mas como percebi uma situação emocional diferente, pois falava de forma desconexa, orientei os investigadores a revistá-lo”, contou o delegado interino da DIG, Roney de Carvalho Barbosa Lima.
A arma e os carregadores estavam na cintura do empresário, que tinha toda a documentação autorizada pela Polícia Federal (PF). Ele foi detido e os policiais seguiram até a casa dele. De acordo com Lima, o suspeito mora sozinho e o imóvel apresentava certa desordem. No local, foram apreendidos mais quatro munições e diversos documentos, que serão analisados pelos policias.
“Apesar de ele ter o registro da arma, não tem o porte e por isso não podia sair de casa armado. A autorização de posse significa que é para a arma ficar em casa”, explicou o delegado.
O empresário estava com um veículo Citröen C3, que apresentava irregularidades. O carro pertencia a uma mulher, que faleceu há algum tempo. O veículo foi apreendido.
“Foi por precaução que pedi para revistá-lo”, disse Lima, descartando, por enquanto, a relação do homem com algum tipo de crime.

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Alenita Ramirez