Publicado 20/03/2019 - 06h00 - Atualizado 19/03/2019 - 18h44

Por Do Correio

Embaixador da Iugoslávia e seus acompanhantes, quando eram recebidos pelo prefeito Orestes Quércia

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Embaixador da Iugoslávia e seus acompanhantes, quando eram recebidos pelo prefeito Orestes Quércia

EMBAIXADOR DA IUGOSLÁVIA EM CAMPINAS
Ainda anteontem, através do seu serviço de Telex o Correio Popular divulgou as conversações mantidas, no Rio de Janeiro, entre a Embaixada da Iugoslávia com o ministro da Indústria e Comércio sr. Macedo Soares, a propósito da intensificação do intercambio comercial entre as duas nações, consequentemente, haveria a possibilidade da elevação do nível para 100 milhões de dólares, a curto prazo, na soma das duas correntes e investimentos junto à iniciativa particular e privada de um comércio baseado, no mínimo, em 45 milhões de dólares, como plano inicial de expansão e com probabilidades de aumento de volume monetário. Em pleno cumprimento ao programa a que se propõe a representação diplomática iugoslava no Brasil, encontra-se no Estado de São Paulo o sr. Bogoyub Stejanovic, embaixador extraordinário e plenipotenciário daquele pais, que dirigiu-se a Campinas, em companhia dos srs. Bom Miljowski, consul na Capital e Velimir Kalevic, vice-consul.
 
MAIS UM GRUPO COMUNISTA PRÊSO NA GB
Mais um grupo de comunistas foi localizado e prêso na Guanabara, por agentes do DOPS. As autoridades estão mantendo diligências subsequentes e nomes dos abusados, dentro do maior sigilo. Sabe-se no entanto que entre os presos estão: um funcionário aposentado do Loide Brasileiro, um jornalista e um ex-dirigente sindical. A mesma fonte afirma ser jornalista militante da imprensa paranaense, que esteve recentemente em São Paulo, onde permaneceu dois meses, vindo depois para a Guanabara. Estariam todos ligados a uma célula comunista que funcionava no bairro de Cavalcante, na residência de outro prover, que conspirava contra o regime vigente.
 
DE GAULLE PODERÁ RENUNCIAR PRESIDÊNCIA
O general de Gaulle renunciará à presidência da Republica se for derrotado no referendo do próximo dia 27 de abril, opinaram aqui os observadores, após uma declaração dada hoje pelo Conselho de Ministros. A declaração governamental, previamente aprovada pelo general de Gaulle, indica que o referendo — "uma questão de confiança sugerida aos franceses sobre um problema capital". Essa formulação indica claramente, segundo os observadores, que o primeiro mandatário da França renunciará a seu cargo no caso de que a maioria dos eleitores responda negativamente ao referendo, que a oposição de esquerda qualifica de plebiscito.

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