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Publicado 13/02/2019 - 22h57 - Atualizado 13/02/2019 - 22h59

Por Paulo Santana/AAN

Marcelo Barbarotti reclama:

Cedoc/RAC

Marcelo Barbarotti reclama: "É nítido que as regras foram quebradas"

Para a Ponte Preta, a partida com a Aparecidense-GO pela rodada de abertura da Copa do Brasil ainda não acabou. A Macaca, que foi eliminada após a derrota por 1 a 0, promete entrar com pedido de anulação do jogo no STJD por conta da suposta interferência externa no lance do gol de Hugo Cabral, aos 44' do segundo tempo, que mudaria o panorama da decisão.
"Ficou claro que o árbitro corrigiu um erro com outro. Ele havia validado o gol e só voltou atrás por interferência externa. É nítido que as regras foram quebradas", reclama o executivo de futebol Marcelo Barbarotti.
"O delegado não pode chegar e falar com o juiz e eu vi ele falando. Eu vi e falei para ele: 'quero ver se você vai dormir em paz com a tua consciência'", reclamou o zagueiro Reginaldo. "Não pode haver interferência externa. Mesmo se erraram, não tem VAR", completou o meia Matheus Vargas.
O técnico Jorginho também falou sobre a confusão. "Não gosto de gol ilegal. Já sofri, perdi e o erro faz parte do ser humano. Mas o que não pode é interferência externa", destacou.
Inicialmente, o juiz cearense Leo Simão Holanda confirmou o empate que daria a classificação à Ponte. A bola chegou a ser colocada no meio do campo para que a partida fosse reiniciada quando houve invasão generalizada. Primeiro, os atletas do Aparecidense reclamaram bastante. Depois, foi a vez dos pontepretanos.
A diretoria campineira reconhece que o lance foi ilegal. "Ninguém está discutindo o impedimento em si e sim a interferência do delegado da partida. Estamos pedindo a anulação em respeito ao clube e ao torcedor, em busca de uma moralização. O delegado não tinha esse direito", garante Barbarotti.
Depois de muita festa, a Aparecidense ironizou o lance. Por meio de sua conta no Twitter, tascou a frase: "Pelas minhas contas, estava a oito metros impedido" e ainda publicou foto de uma ponte quebrada.
Para montar o processo, o departamento jurídico alvinegro está reunindo imagens da TV que mostram o delegado da partida, Adalberto Grecco, entrando em campo para falar com o árbitro, um dos assistentes e também com o quarto árbitro.
Juiz
Na súmula, que é o único documento oficial do jogo, o juiz citou a confusão de forma genérica. "Informo que aos 44 minutos do segundo tempo, a partida ficou paralisada por 16 minutos, devido a um lance (gol) a favor da Ponte Preta, que gerou reclamação e tumulto de ambas as equipes contra a arbitragem, sendo necessário a entrada do policiamento", relatou. 

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Paulo Santana/AAN