Publicado 23/02/2019 - 09h50 - Atualizado 23/02/2019 - 09h52

Por Maria Teresa Costa/ AAN

Medida seria aplicada em horários de pico em avenidas onde ocorrem as obras de implantação do sistema

Leandro Ferreira/AAN

Medida seria aplicada em horários de pico em avenidas onde ocorrem as obras de implantação do sistema

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) poderá adotar um sistema de rodízio de veículos nos horários de pico nas avenidas Amoreiras e John Boyd Dunlop, onde ocorrem as obras de implantação dos corredores do BRT para minimizar a lentidão no trânsito. O presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, informou ontem que a medida está em análise.
Desde que as obras começaram nas duas avenidas, a população tem enfrentado transtornos nos deslocamentos, especialmente nos horários de pico, entre 7h e 9h e 18h e 19h, quando o trânsito chega a parar. As rotas alternativas propostas pela Emdec para minimizar os impactos também congestionam, irritando os usuários.
Barreiro não deu detalhes sobre como o rodízio poderá ser viabilizado. A alternativa foi proposta esta semana, na tribuna da Câmara, pelo vereador Paulo Galterio (PSB). Ele acredita que o rodízio, de acordo com o final da placa, poderá reduzir o trânsito em 20% nos horários de maior movimento, enquanto durarem as obras dos corredores do BRT nas duas avenidas.
A proposta do parlamentar é que veículos com placas finais 1 e 2 sejam proibidos de circular nas avenidas às segundas-feiras entre 7h e 9h e 18h e 19h. A proibição para veículos com placas 3 e 4 ocorreria na terça-feira, e assim por diante.
As obras dos corredores ocorrem atualmente em um trecho de 800 metros na Avenida John Boyd Dunlop, no Jardim Aurélia, onde está sendo implantado o Corredor Campo Grande. Elas estão entre a Rodovia Anhanguera e a Rua Lucas Pereira de Castro, está havendo a demolição do canteiro central, a retirada do pavimento e a construção da Estação Aurélia.
O novo trecho corta os bairros Jardim Aurélia, Jardim Santa Vitória, Vila São Bento e Vila Ângela, na região do Enxuto e Shopping Unimart. Há frentes de trabalho também no Corredor Ouro Verde, na Avenida das Amoreiras, além de intervenções na Ruy Rodrigues e ruas marginais.
A implantação dos três corredores do BRT – Ouro Verde, Campo Grande e Perimetral tem previsão de conclusão em 2020.
Os corredores Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral foram licitados em quatro lotes de obras. O lote 1, que ligará o Terminal Mercadão, no Centro, até a Vila Aurocan, e mais o Corredor Perimetral, que ligará os corredores Ouro Verde e Campo Grande, está em obras.
O lote dois é formado pelo Corredor Campo Grande, que ligará a Vila Aurocan ao Terminal Itajaí, em 13,6 quilômetros. Essa ligação foi dividida em três trechos: um, de 5 quilômetros, liga a Vila Aurocan até a ponte da Rodovia Bandeirantes; outro, de 6,4 quilômetros liga a Bandeirantes ao terminal Campo Grande e outro, de 2,2 quilômetros, vai do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí.
O lote 3 é integrado por um trecho do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 quilômetros de extensão e foi vencido pela Compec Galasso Engenharia e Construção, que ofereceu um deságio de 22,02%, o mais alto desconto entre os quatro lotes. O trecho custará R$ 66,5 milhões.
Já o lote 4 foi arrematado pelo Consórcio BRT-Campinas/Construtora Artec S.A. O grupo ofereceu 17,9% de desconto e as obras previstas no lote, sairão por R$ 104,8 milhões – o lote prevê obras do Corredor Ouro Verde, que ligarão a Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 quilômetros de extensão.

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Maria Teresa Costa/ AAN