Caos no atendimento infantil atinge hospitais
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Publicado 21/07/2018 - 18h56 - Atualizado 21/07/2018 - 19h00

Por Renato Piovesan

O Pronto-Atendimento do Ouro Verde está sobrecarregado e no momento prioriza as emergências

Cedoc/RAC

O Pronto-Atendimento do Ouro Verde está sobrecarregado e no momento prioriza as emergências

A população campineira viveu um sábado problemático na saúde. Além do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, que suspendeu as internações pediátricas terça-feira, o Hospital Ouro Verde também ficou sem atendimento para crianças ontem. De acordo com a Prefeitura, o Pronto-Atendimento do Hospital Ouro Verde está no momento com sobrecarga de demanda na unidade de pediatria e por isso estão sendo priorizados os casos mais graves.
A orientação é que a população procure a rede de pronto-atendimento e o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, que estão atendendo normalmente — com movimento 20% maior que o habitual nos últimos dias, em virtude da interrupção dos atendimentos na Unicamp. “A Administração está se empenhando para resolver a situação o mais rápido possível”, assegurou a Secretaria de Saúde, que negou também negou os comentários sobre suposta falta de médicos por problemas de pagamento.
Já o Hospital de Clínicas da Unicamp decidiu manter as restrições nas internações pediátricas pelo menos até as 18h de amanhã, chegando a seis dias de suspensão. A medida emergencial foi tomada em virtude da superlotação na Urgência Pediátrica (UER), na UTI Pediátrica e na Enfermaria Pediátrica.
A UTI Pediátrica do HC, que tem capacidade para atender 10 pacientes, voltou a ter 14 crianças internadas com ventilação mecânica e sem previsão de alta. As crianças graves da UTI são vítimas de bronquiolites — 5 casos —, especialmente o vírus sincicial respiratório (VSR), politraumas, doenças crônicas e pacientes aguardando transplantes. Na UER Infantil, a rotatividade dos leitos melhorou, mas ainda mantém crianças na observação. Já a Enfermaria de Pediatria, com 36 leitos, continua com sua capacidade máxima, inclusive com crianças em ventilação mecânica. Demandas espontâneas estão sendo atendidas e avaliadas pela classificação de risco ou redirecionadas à rede.
Com o equipamento utilizado para radioterapia no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti quebrado há 25 dias, pacientes com câncer têm convivido com incertezas para dar sequência ao tratamento oferecido pela rede pública de saúde de Campinas. A Secretaria de Saúde informa que o conserto já foi providenciado, mas ainda não tem data de quando os agendamentos para o tratamento serão retomados.

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Renato Piovesan