Faltam delegados na RMC, segundo Adpesp
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Publicado 12/07/2018 - 08h30 - Atualizado 12/07/2018 - 08h30

Por Alenita Ramirez

Presidente da Adpesp, Gustavo Mesquita Galvão Bueno

Divulgação

Presidente da Adpesp, Gustavo Mesquita Galvão Bueno

Com 1.182.329 milhão de habitantes, Campinas tem 458 polícias civis de diversas carreiras e 52 delegados. Esses números estão cerca de 35% abaixo do que foi previsto há 25 anos quando o município tinha cerca de 800 mil moradores. Esse deficit se torna mais expressivo quando contabiliza o quadro existente nos 38 municípios que integram o Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior 2 (Deinter-2). De acordo com dados da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), faltam 43 delegados e 725 policiais civis, 23,76% e 39,21% respectivamente.
Das 181 vagas de delegados destinadas à região, 23,76% não foram preenchidas, o que afeta profundamente os serviços prestados pela Polícia Civil à população, segundo o presidente da Adpesp, Gustavo Mesquita Galvão Bueno.
Entre as cinco seccionais que integram a região, a mais afetada pela falta de delegados, segundo a associação, é Jundiaí, com deficit de 46,26%. Conta com menos da metade das vagas destinadas à região - apenas 31 de um quadro previsto de 67 delegados.
Já o deficit de policiais civis na região de Campinas, somadas todas as 14 carreiras, é bem maior que o de delegados. Chega a 39,21% do total de policiais previstos para o Deinter-2. Faltam 725 policiais, num quadro com 1.849 vagas.
As seccionais mais prejudicadas pela falta de policiais civis são a 2ª de Campinas e novamente Jundiaí. Na 2ª Delegacia Seccional faltam 154 policiais. O quadro previsto para ela era de 281 polícias e 24 delegados, mas atualmente possui 154 e 17 respectivamente, um deficit de 54,8% e %.
Em Jundiaí, o deficit é um pouco menor, de 47,37%, com 244 cargos vagos num total previsto 515 policiais civis.
Em Mogi Guaçu, o deficit é de 38,52% dos policiais civis. Há 99 cargos vagos. Em Bragança Paulista, faltam 136 policiais, 36,46% do total previsto de 373.
A1ª seccional de Campinas, o deficit é de 92 policiais civis, 21,74% do total previsto de 423 vagas. No entanto, o número de delegados está acima do previsto. De 30 a unidade tem 35. “O número se agrava muito pelos baixos salários pagos e a baixa atratividade da carreira. Muitos policiais deixam a carreira para outras carreiras ou para a mesma carreira, mas em outros estados que pagam mais”, disse Bueno.
Hoje à tarde, os o representante da Adpesp se reúne com delegados da região na sede do Deinter-2, no complexo da 1ª Seccional, no bairro Botafogo, em Campinas, para debater e ver opiniões de delegados sobre a segurança pública nos municípios. "São Paulo está longe de ser modelo em segurança pública. Apesar de apresentar índices positivos em homicídios, por exemplo, o Estado apresenta índices elevados em crimes patrimoniais. São Paulo é nascedouro e crescimento da maior organização criminosa do País. O fato ocorreu por causa de políticas públicas equivocada de sucateamento da Polícia Civil, que é investigativa e de inteligência e portanto a única capaz de sufocar a criminalidade organizada", disse.

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Alenita Ramirez