Campinas recebe 15% dos recursos de pesquisa de SP
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Publicado 04/06/2018 - 07h18 - Atualizado 04/06/2018 - 07h18

Por Renato Piovesan

Vista aérea da Unicamp, instituição que concentra a maior parte dos recursos da Fapesp: parque empresarial do município conta com perfil empreendedor e inovador, segundo Estado

Cedoc/RAC

Vista aérea da Unicamp, instituição que concentra a maior parte dos recursos da Fapesp: parque empresarial do município conta com perfil empreendedor e inovador, segundo Estado

Campinas recebeu, ao longo do ano passado, 15% de todo valor desembolsado pelo Estado para financiamento de pesquisas.
Ao todo, foram repassados ao município R$ 159,9 milhões. As pesquisas acadêmicas e os projetos de inovação no parque empresarial movimenta anualmente cerca de R$ 1 bilhão, o que coloca Campinas entre os mais importantes polos brasileiros de ciência e tecnologia.
Para os analistas do setor, o investimento em Campinas vem crescendo em decorrência da conhecida vocação do município para o segmento.
Unicamp
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) confirmou nesta semana o valor do repassado.
O balanço destaca o desempenho da Unicamp: do valor desembolsado para o município, R$ 138,1 milhões foram enviados a projetos desenvolvidos dentro da universidade, o que representa 86% do total.
“Campinas possui uma postura empreendedora, mas com perfil inovador. Com a presença, principalmente da Unicamp, os novos negócios que surgem têm muito mais qualidade devido à formação de gente altamente qualificada”, afirmou o diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco.
O programa Bolsas no País, que engloba iniciação científica, mestrado, doutorado entre outros - foi o que mais recebeu investimento, cerca de R$ 53,68 milhões, o que representa um terço de todo o valor desembolsado para a cidade.
Ao todo, foram 1.703 projetos vigentes em 2017. Em seguida, com R$ 27,9 milhões, está o programa "Auxílio à Pesquisa" que financia projetos vinculados às instituições de ensino do Estado.
Empreendedorismo
No campo do empreendedorismo, Campinas também tem demandado investimentos. A Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), que apoia pesquisas em empresas com até 250 empregados e voltado principalmente a startups, recebeu R$ 8,8 milhões em 2017.
Ao todo, estiveram vigentes, durante o ano passado, 96 projetos, ocupando o quinto lugar entre os programas financiados pela Fapesp.
Para Pacheco, os dados demonstram como as duas importantes características de Campinas - inovadora e empreendedora - então interligadas. “Pesquisas de qualidade são importantes, pois empresas de base tecnológica não são inovações triviais, e pressupõem um conteúdo crescente de qualidade. O que a gente quer é alinhar ciência de qualidade à capacidade empreendedora. E Campinas consegue isso”, disse.
Potencial
Segundo Eduardo Gurgel do Amaral, diretor do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e vice-presidente de administração e finanças da FFCi (Fundação Fórum Campinas Inovadora), o investimento em pesquisa fortalece o potencial da região como um ecossistema competitivo e inovador.
“O indicador demonstra que Campinas têm uma demanda significativa por investimentos em projetos de pesquisa, que a consolida como grande polo tecnológico, inovador e empreendedor. Aponta ainda que o seu ecossistema é composto por grandes atores empenhados nesse desenvolvimento” , comentou Gurgel.
PROGRAMAÇÃO
Nos dias 24 e 25 de outubro, o FFCi realizará o Inova Campinas 2018, principal evento de empreendedorismo e inovação do interior do País, que reunirá empresas, startups, instituições, incubadoras e investidores.

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Renato Piovesan