Alzheimer é tema de filme exibido neste domingo
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Publicado 22/03/2018 - 12h56 - Atualizado 23/03/2018 - 09h47

Por Rafaela Dias

Divulgação

O curta-metragem ‘Minha Mãe, Minha Filha’ que tem como tema a doença de alzheimer será exibido gratuitamente neste domingo, dia 25, às 11 horas, no Kinoplex, do Dom Pedro Shopping. O filme conta a história de uma mulher, interpretada pela atriz Helena Ranaldi, que cuida da mãe, papel interpretado pela atriz Eva Wilma. O filme mostra a realidade das pessoas que sofrem com essa doença que limita não só o paciente, mas que também deixa à flor da pele os sentimentos dos familiares.
As gravações foram realizadas em outubro de 2017 e o lançamento aconteceu no dia 10 de março, em São José do Rio Preto. A exibição em Campinas será promovida pela rede de residenciais para idosos Terça da Serra. "O nosso trabalho não se resume somente em cuidar dos idosos e de seus familiares, mas em criar um ambiente externo de entendimento das necessidades da população idosa e de todos nós que convivemos com nossos pais e avós em nosso dia-a-dia. Quando tomamos conhecimento da história do filme e do Alexandre (diretor do curta-metragem) enxergamos uma excelente oportunidade de, através do apoio e incentivo à cultura, trazer um impacto positivo para a população de Campinas e região" , afirma Pedro Moraes, sócio da Terça da Serra .
"Vamos oferecer o filme gratuitamente para mais de 250 pessoas em uma das maiores salas do cinema. Nosso objetivo é causar uma reflexão em todos os presentes sobre um tópico tão importante e tão delicado" , explica o economista.
Números
No Brasil, o número de pessoas com a doença já atinge cerca de 1,2 milhão. Apenas metade delas se trata, e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. Além disso, a cada duas pessoas com a doença, apenas uma sabe que a tem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina. "É necessário acabar com o estigma e com esse medo de falar sobre alzheimer.
Este receio faz com que as pessoas que lidam com esses problemas diariamente se sintam isoladas e, o mais preocupante: não entendam o valor e a importância de tratamentos, pesquisas e o quanto se faz necessário um bom suporte para encarar esta fase" , disse a médica neurologista Luiza Piovesana. Segundo a especialista, essa não é a principal doença entre idosos, mas é a mais preocupante. "AVC, hipertensão e diabetes, por exemplo, são mais comuns e até existem doenças mais graves que o alzheimer.
O problema é que o alzheimer é a demência mais frequente e tem uma relação direta com o envelhecimento, então ela acaba sendo muito mais prevalente e a gente acaba vendo no dia-a-dia de uma forma mais intensa do que essas outras doenças. Além disso, ela exige um cuidado um pouco mais especial, já que só o uso de medicamentos e tratamentos não são suficientes" , explicou. Ainda segundo ela, não existem descobertas recentes sobre a doença. "Em relação a tratamento medicamentoso não existem muitas novidades.
O tratamento costuma ser baseado nas mesmas medicações e em atividades de suporte para que a pessoa tenha o melhor uso de suas habilidades remanescentes. Muitas pesquisas estão focando em busca de novos medicamentos, tem muitas moléculas em análise, mas é muito difícil chegar na fase final de venda ao consumidor porque, para isso, é necessário comprovar uma segurança e efetividade. O que se tem muito estudo atualmente é sobre o porquê a doença acontece e como ela evolui no cérebro, para que a gente realmente possa tratar a causa da doença e não apenas os sintomas" .
Preconceito
Segundo a geriatra e sócia-fundadora da Terça da Serra, Joyce Duarte Caseiro, ainda existe muito preconceito quando as pessoas falam sobre 'residencial para idosos' ou 'casa de repouso'. Mas ela garante que a ideia muda quando trabalho é conhecido com profundidade. "As famílias costumam remeter a antigos asilos, a idosos abandonados, sem os cuidados adequados. Até mesmo os idosos têm esse preconceito. Essa ideia muda muito quando conhecem os residenciais, que fogem totalmente de toda a visão hospitalar e de abandono. E o porquê desse preconceito? As famílias acham que precisam cuidar sozinhas dos pais, avós.
Mas hoje, o cenário é completamente diferente de anos atrás. Homens e mulheres têm jornadas longas de trabalho, muitas vezes ultrapassando 12 horas do seu dia e o idoso acaba ficando em casa e, dessa forma, realmente abandonado" , falou. Nos residenciais da Terça da Serra, a cada 10 pessoas, 4 são diagnosticadas com alzheimer, segundo a médica.
Após a exibição do curta-metragem, haverá um debate com médicos e com o diretor do filme para falar sobre a doença e também sobre a produção do material. Para quem tem interesse em assistir ao filme, basta enviar um e-mail para contato@tercadaserra.com.br. A entrada é de graça, mas os lugares são limitados.
Serviço
Curta-metragem ‘Minha mãe, minha filha’
Quando: Domingo, 25 de março, às 11h
Onde: Shopping Parque Dom Pedro, no cinema Kinoplex
Gratuito: Cadastrados através do e-mail - contato@tercadaserra.com.br
Confira o recado do diretor do curta-metragem, Alexandre Estevanato:

Escrito por:

Rafaela Dias