Avenidas receberão 4 mil plantas nativas, após vendavalCampinas e RMC
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Publicado 20/09/2016 - 21h35 - Atualizado 20/09/2016 - 21h35

Por Shana Pereira

Funcionários da Prefeitura preparam as valas que receberão as mudas no canteiro da Av. Theodureto Camargo

Leandro Ferreira/AAN

Funcionários da Prefeitura preparam as valas que receberão as mudas no canteiro da Av. Theodureto Camargo

A Prefeitura de Campinas plantará 4 mil mudas de árvores nativas da flora brasileira para a recuperação dos estragos causados pelo fenômeno climático chamado microexplosão, ocorrido no dia 5 de junho. O replantio das espécies começa nesta quarta-feira, na Avenida Theodureto Camargo com a Avenida Brasil, dia em que se comemora o Dia da Árvore. A tempestade devastou casas e derrubou ao menos 2 mil árvores em áreas públicas e privadas do município.
Para repor a arborização urbana foram selecionadas dez espécies como ipê roxo, amarelo, branco e rosa, aldrago, jequitibá, jatobá, pau-brasil, aroeira-pimenta, guatambu e guarantã. De acordo com o secretário de Serviços Públicos Ernesto Paulella, são árvores adaptadas a área urbana que suportam a poluição, por exemplo. “São plantas que tem um crescimento mais rápido e adequado às condições climáticas e ao solo nas áreas que foram afetadas”, disse.
Segundo o secretário, as dez espécies que serão replantadas eram as que predominavam entre as que caíram. “Haviam muitas árvores derrubadas que eram exóticas e não pertenciam à flora brasileira como flamboyant, entre outras, por isso não faremos o replantio e optamos pela nossa flora”, explicou.
O secretário disse que as novas árvores atingirão média de dois metros de altura quando adultas, fase que chegará entre 10 e 15 anos, dependendo da espécie. Ele pede que a população ajude na manutenção e não deprede as mudas.
A previsão de conclusão do plantio das 4 mil mudas é de 30 dias. A equipe de 30 funcionários do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) fará o trabalho também na Avenida Diogo Álvares, Avenida Luís Otávio, ruas do Parque Taquaral, Galleria Shopping e no condomínio San Conrado, em Souzas, cobrindo todos os pontos da cidade que foram mais castigados pelo temporal. Os funcionários do DPJ já começaram a abrir covas nos canteiros para receber as novas mudas.
Moradores e comerciantes da região afetada pela tempestade observam a iniciativa da Administração como positiva para a compensação ambiental. O técnico químico Carlito Lima, de 71 anos, acha importante a Prefeitura fazer o replantio o quanto antes para contribuir com a cidade. “Isso irá melhorar a nossa qualidade de vida, com uma ar mais puro”, afirmou.
Para a enfermeira Gisela Diniz Fonseca, além de cooperar com a natureza, o paisagismo das ruas da cidade ficará mais bonito. “Ainda bem que irão começar a plantar as árvores, pois muitas espécies demoram a crescer e quando as árvores estiverem maiores ajudarão a diminuir os prejuízos deixados pelo temporal”, disse.
A Secretaria estima que Campinas possua entre 1,5 a 2 milhões de árvores adultas na área urbana.
Temporal
O fenômeno climático chamado pelos especialistas de microexplosão, ocorrido em 5 de junho, é uma nuvem carregada de ar, água, granizo e acompanhada de ventos que atingem até 120km/h. A cidade sofreu com os fortes ventos que derrubaram árvores e destruíram casas, deixando um cenário de devastação nas regiões atingidas.
SAIBA MAIS
Os galhos das árvores que caíram com a tempestade foram levadas para o Aterro Sanitário Delta, onde foi feita a compostagem. Além da utilização do adubo para as novas árvores, o material produzido servirá também para adubação de canteiros e correção do solo de praças públicas. As 4 mil mudas das árvores que serão replantadas foram produzidas no viveiro municipal, no Parque Shangrilá.

Escrito por:

Shana Pereira