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Publicado 22/11/2015 - Atualizado 23/11/2015 - 21h31

Por Jaqueline Harumi

Manifestantes caminham pela Rodovia Santos Dumont, em Campinas

Leandro Ferreira/ AAN

Manifestantes caminham pela Rodovia Santos Dumont, em Campinas

Cerca de mil manifestantes do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores, Escolta Armada, seus anexos e afins do Estado de São Paulo (SindiForte) fizeram passeata ao longo da manhã desta segunda-feira (23) desde o Km 71 da Rodovia Santos Dumont até o Largo do Pará, no Centro de Campinas, para cobrar mais segurança e contra os crescentes ataques a carros-fortes e empresas de valores.
Segundo a concessionária Colinas e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o movimento causou congestionamento de 6 km na rodovia e lentidões na Avenida Prestes Maia, da Rodovia Anhanguera até a Monsenhor João Batista Martins Ladeira; na Avenida João Jorge, da Amoreiras até a Francisco Teodoro, e na Moraes Salles, do Viaduto Miguel Vicente Cury até a Avenida Francisco Glicério.
O presidente do SindiForte, João Passos da Silva, afirmou que os protestos começaram nas garagens das empresas Prosegur, Blue Angels, Brinks e Protege por volta das 5h. Também houve manifestações em Ribeirão Preto e nos estados de Goiás, Rio de Janeiro e Pará.
Conforme a Colinas e a Emdec, os trabalhadores fizeram caminhada do Km 71 ao Km 77 da Santos Dumont, das 8h30 às 10h30, e seguiram pela Prestes Maia, João Jorge, Viaduto Cury, Moraes Salles e Francisco Glicério, até o Largo do Pará, onde chegaram por volta das 11h20. Por conta da assembleia que foi realizada na própria Glicério, a Emdec bloqueou a avenida a partir do cruzamento com a Moraes Salles por dez minutos.
Na pauta de reivindicações aprovada em assembleia e encaminhada à Polícia Federal, o SindiForte pede blindagem mais resistente para carro-forte, incluindo pneus, motores e cofres, aumento do número de aberturas adaptadas para uso de pistolas e metralhadoras (escotilhas para tiro), inclusive na parte traseira do veículo; armamento mais potente, com substituição de revólveres calibre 38 por pistolas 380 e de armas calibre 12 por metralhadoras (HK 47, AR 15 e M16), e autorização para porte de arma fora do horário de trabalho.
Também solicitam que sejam considerados crimes hediondos atos de violência contra vigilantes e seus familiares e limitados o valor de embarque e desembarque nas operações, além de exigir escolta por outro carro-forte com guarnição completa nos deslocamentos em estradas.
“Já faz algum tempo que estamos sendo atacados frequentemente e cada vez mais. A segurança pública está deixando a desejar, o armamento é obsoleto, nossa blindagem é muito fraca e o poder da bandidagem está cada vez maior”, lamentou um chefe de equipe da Prosegur que participava do ato. Segundo o presidente do SindiForte, a cada mês são feitos os mesmos pedidos à Polícia Federal, só que desta vez está incluído o pedido de armamento pesado.
Procurados para falar sobre a manifestação, nem a Polícia Federal nem o Sindicato das Empresas de Escolta do Estado de São Paulo (Semeesp) retornaram contato.

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Jaqueline Harumi