Equipamentos quebrados prejudica atendimento no HC da Unicamp
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Equipamentos quebrados prejudica atendimento no HC da Unicamp


Um dos aparelhos, o PET-CT, usado para um diagnóstico mais preciso da localização de tumores, quebrou há dez dias. A peça foi importada, mas está presa na alfândega da Receita Federal, em Viracopos

SAÚDE

Equipamentos quebrados prejudica atendimento no HC da Unicamp

Um dos aparelhos, o PET-CT, usado para um diagnóstico mais preciso da localização de tumores, quebrou há dez dias. A peça foi importada, mas está presa na alfândega da Receita Federal, em Viracopos

19/08/2015 - 22h23 - Atualizado em 19/08/2015 - 22h26 | Inaê Miranda
inae.miranda@rac.com.br

Dois equipamentos quebrados no setor de oncologia do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão atrasando o atendimento de pacientes com câncer. Um dos aparelhos, o PET-CT, usado para um diagnóstico mais preciso da localização de tumores, quebrou há dez dias. A peça foi importada, mas está presa na alfândega da Receita Federal, em Viracopos. O segundo equipamento que enfrenta problemas é o acelerador linear, usado na radioterapia. Um sistema ligado ao aparelho queimou e deixou o equipamento funcionando mais lentamente. O HC vai abrir licitação emergencial, mas a previsão é de que a peça chegue em até 60 dias.
Enquanto os equipamentos não são consertados, os pacientes que precisam fazer os exames no PET-CT tiveram os procedimentos cancelados. A filha de uma paciente que preferiu não se identificar conta que a mãe foi diagnosticada com câncer colorretal recentemente. Ela tinha um exame no PET-CT marcado para anteontem, mas foi cancelado. “Ela tem que fazer de 25 a 28 seções de radioterapia. Mas não pode fazer a seção sem antes passar pelo exame de PET-CT. Foi agendado para fazer na terça-feira. Um dia antes, nos ligaram da medicina nuclear informando que equipamento estava quebrado e que eles estavam desmarcando. Disseram que entrariam em contato depois dizendo quando seria a nova data.”
A filha da paciente conta que quando soube do problema entrou em contato com o setor de radioterapia para pedir orientação e indicação de uma clínica particular para realizar o exame, que custa mais de R$ 3 mil. “Na radioterapia, soube que mesmo o equipamento PET-CT funcionando teríamos outros obstáculos, porque o acelerador linear está quebrado. O que mais me choca é que não é um aparelho para diagnosticar um problema no tornozelo. É para diagnóstico e tratamento de câncer, que é algo grave. Sabemos que o câncer tem cura se você consegue fazer o tratamento a tempo. Não pode esperar estourar o problema para fazer um paliativo. Não quero paliativo para minha mãe. Quero ela curada”, reclamou.
De acordo com o HC, O PET-CT foi comprado para um projeto de pesquisa da Fapesp e apenas parte da destinação dele — 20% — é para assistência. Os outros 80% são usados para pesquisa. Informou ainda que como havia previsão da fonte de calibração do equipamento acabar, a fabricante providenciou a importação da peça há 60 dias, antes de apresentar o problema. Segundo o direção, pelo planejamento, a peça já deveria está no Hospital, mas ficou presa na alfândega de Viracopos. São feitos em média dez exames por dia no equipamento. O hospital afirmou ainda que se não houver um posicionamento da Receita Federal até hoje, vai encaminhar os pacientes para o DRS, para que eles sejam atendidos por outros serviços.

Radioterapia
O sistema queimado do acelerador linear, segundo o hospital, não interrompeu o tratamento, mas deixou o equipamento trabalhando mais lentamente. Entre os 120 pacientes que fazem radioterapia no acelerador linear, 70 estão sendo priorizados segundo informou a assessoria de imprensa do HC. Outros 50 pacientes, considerados de média complexidade, estão sendo encaixados dentro da rotina hospitalar. Vinte deles foram encaixados no tratamento de radioterapia na bomba de cobalto. Os casos novos, segundo o hospital, o Departamento Regional de Saúde está encaminhando para outras redes, como o Boldrini.
O hospital informou que está providenciando a importação do sistema, que custa US$ 100 mil. A previsão de chegar a peça é de 45 a 60 dias. O hospital afirma que precisa fazer uma avaliação jurídica embasada para pedir a dispensa de licitação.
“O processo está na procuradoria jurídica da Unicamp para liberação da compra do equipamento o mais rápido possível”, informou o hospital.



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