MEIO AMBIENTE

Maior produtora de água, APA terá plano de manejo

Empresa será contratada para elaborar projeto para Sousas e Joaquim Egídio

05/06/2014 - 05h00 | Maria Teresa Costa
teresa@rac.com.br

Foto: Camila Moreira/ AAN
Área de Preservação Ambiental do Parque Municipal do Campo Grande, com 959 hectares, vegetação da Mata Atlântica e cerca de 50 nascentes
Área de Preservação Ambiental do Parque Municipal do Campo Grande, com 959 hectares, vegetação da Mata Atlântica e cerca de 50 nascentes

Com 13 anos de atraso, a Prefeitura vai contratar a elaboração do plano de manejo da maior região produtora de água de Campinas, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio. Os recursos para o projeto, de R$ 900 mil, estão aprovados pelo Fundo de Recuperação, Manutenção e Preservação do Meio Ambiente (Proamb) e irão estabelecer normas do uso da área e o manejo dos recursos naturais. Sem o plano, valem o zoneamento e as diretrizes da lei que criou a APA em 2001 e que têm sido insuficientes para proteger a área que equivale a um terço do território de Campinas e é alvo constante da pressão imobiliária.
 

O termo de referência para a contratação do projeto está pronto e, segundo o secretário do Verde, Rogério Menezes, será submetido este mês a avaliação do Conselho Gestor da APA (Congeapa) e depois será aberta a licitação para a contratação do projeto, que deverá ocorrer no início de julho. Desde 2004 existe o debate da necessidade de elaboração do plano de manejo que, no entanto, nunca avançou. A verba para o projeto, de R$ 300 mil, viria da Petrobras como compensação dos danos ambientais provocados na implantação do gasoduto de Paulínia a São Sebastião, no Litoral paulista. Tanto a Petrobras quando a Comissão de Compensação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente cobraram várias vezes o andamento do projeto. Como a verba não seria suficiente, o plano foi sendo adiado.
 

“Os recursos da Petrobras serão utilizados para implantar toda a sinalização necessária na APA e os recursos do Proamb irão para o projeto e finalmente teremos um plano de manejo da área ambiental mais importante da cidade”, disse o presidente do Conselho Gestor da APA (Congeapa), Sebá Torres. Na Administração anterior, houve uma tentativa de contratar a Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) para a elaboração do plano, mas as taxas cobradas acabaram inviabilizando a proposta.
 

A elaboração do plano está com 13 anos de atraso. O Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc) determina que esses planos sejam feitos em até cinco anos após a criação da unidade de conservação. O estudo vai levar a APA a cumprir com os objetivos estabelecidos na sua criação, além de definir objetivos específicos de manejo, orientando a gestão da unidade.
 

Para Campinas, a APA é uma área de grande importância ambiental, por ser a maior produtora de água do município, demandando assim a garantia da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, da proteção de suas bacias para futuro abastecimento público e do controle das atividades agrícolas e industriais da região bem como da crescente urbanização. Na APA também está a maior parte das matas naturais de Campinas. Atualmente, há somente 2% de Mata Atlântica remanescente no município e 60% delas estão na APA Municipal.
 

Com aproximadamente 222 quilômetros quadrados de extensão, correspondentes a 27% da área total do município, a APA apresenta fauna e flora bem diversificadas: 250 espécies de aves, 68 de mamíferos, 45 de anfíbios e 40 de répteis. Nas matas é possível encontrar macacos, tatus, tucanos, maritacas, capivaras, sabiás, além de animais ameaçados de extinção como a jaguatirica, suçuarana, sagui, lontra e paca. Uma vegetação típica de ambientes rochosos, igualmente raríssima, também é encontrada na região.
 

O processo de estruturação da APA estabelece entre outras diretrizes a proteção da mata nativa e a recuperação das matas ciliares, prevenção de incêndios na zona rural, desenvolvimento de atividades agropecuárias condizentes com o equilíbrio natural, condicionamento de atividades de mineração a licenças ambientais prévias, estímulo a atividades turísticas não predatórias, entre outras.



Comentários(0)

Conforme Termo de Uso, comentários com conteúdo inadequado e spam poderão ser removidos a critério do Correio.com

Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Leia os termos de uso

Tempo Agora   Cinema   Horóscopo   Estradas e Aeroportos   Trânsito
cadastre-se e continue lendo
Este é o seu 10º acesso ao site do Correio Popular
neste mês. Para dar continuidade a suas leituras,
cadastre-se gratuitamente agora. É fácil e rápido,
basta clicar em "quero me cadastrar". Ou se preferir,
faça a sua assinatura e garanta seu acesso sem
restrições.

cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
Saiba mais.
O melhor e mais completo conteúdo
da RMC está aqui!
O melhor e mais completo conteúdo
da RMC está aqui!
Cadastre-se e continue tendo acesso ao melhor
e mais completo contéudo da RMC.
* NOME:
* SOBRENOME:
* E-MAIL:
TELEFONE:
CIDADE:
* SENHA:
* REPETIR SENHA:

* Campos obrigatórios


É importante que os dados a seguir sejam verdadeiros, pois antes de continuar a leitura
você deverá confirmar o cadastro através de um link que enviaremos no endereço de e-mail
preenchido. Sem essa confirmação você não conseguirá seguir a leitura. Caso tenha conta
no facebook basta clicar "cadastre-se com o facebook"

Quero receber notícias e comunicações do Correio Popular