EsPCEx terá as 1ªs mulheres combatentes do Brasil
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EsPCEx terá as 1ªs mulheres combatentes do Brasil


Hoje, no País, elas só podem trabalhar em funções administrativas ou nas áreas de saúde

CAMPINAS

EsPCEx terá as 1ªs mulheres combatentes do Brasil

Hoje, no País, elas só podem trabalhar em funções administrativas ou nas áreas de saúde

28/03/2014 - 14h18 - Atualizado em 28/03/2014 - 16h38 | Raquel Valli
raquel.valli@rac.com.br

Foto: César Rodrigues/AAN
Todo oficial brasileiro tem que passar por Campinas obrigatoriamente, explica o coronel Jorge Antonio Smicelato (foto)
Todo oficial brasileiro tem que passar por Campinas obrigatoriamente, explica o coronel Jorge Antonio Smicelato (foto)

A partir de 2017, as mulheres poderão entrar no Exército Brasileiro para atuarem como combatentes nos fronts de batalha. Hoje, no País, elas só podem trabalhar em funções administrativas ou integrando os quadros de saúde (como médicas ou dentistas, por exemplo). Para serem combatentes, elas terão, como os homens, que cursar a faculdade militar, que começa em Campinas na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). “Todo oficial brasileiro tem que passar por Campinas obrigatoriamente”, explica o coronel Jorge Antonio Smicelato.

A faculdade fica na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende (RJ). Só que para entrar, é preciso prestar primeiro o vestibular que dá acesso à EsPCEx - “onde tudo começa”. Ao se formarem na escola, os alunos têm ,então, ingresso assegurado à Aman.

Na escola campineira, ao contrário do que popularmente se costuma dizer, não há cadetes. Há alunos, que se tornam cadetes, e devem só ser assim chamados quando entrarem na Aman.
 


Preparação em Campinas

 “Até 2016, quando será publicado o edital (para que as mulheres possam ser combatentes), todas as obras (na EsPCEx) já têm que estar prontas. O projeto está aprovado, e nós estamos agora, assim que recebermos os recursos, na fase de adaptação das estruturas: alojamentos, vestiários, salas de aulas, enfim, tudo o que é necessário para acolher as alunas, que serão, em 2021, as primeiras oficiais do Exército Brasileiro”, informou o coronel Marcos de Sá Affonso da Costa (foto), que assumiu a chefia da EsPCEx nesta sexta-feira (28).

Ainda de acordo com o novo comandante, a previsão é que 10% das vagas da escola sejam destinadas às alunas. Este ano, a instituição conta com 520 alunos, o que daria, por exemplo, 52 vagas para mulheres.

Novo comando

Affonso da Costa entrou no lugar do coronel Jorge Antonio Smicelato, que irá para o Rio de Janeiro trabalhar no planejamento operacional para a Copa do Mundo. Desempenhará a função de Chefe do Centro de Operações do Comando Militar do Leste, que abrange RJ, ES, e MG.

 Já Affonso da Costa, antes de vir comandar a EsPCEx, trabalhava como assessor militar do setor de Relações Exteriores no Ministério da Defesa, no Distrito Federal, em Brasília.

A cerimônia de troca do comando (foto) foi na manhã desta sexta-feira (28).

A EsPCEx tem 73 anos, e Affonso Costa é o 35° comandante a assumí-la.
 
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