CAMPINAS

Bandido diz que obras roubadas do CCLA estão na Europa

Quadrilha internacional que roubou CCLA de Campinas foi presa em Piracicaba e São Paulo

07/11/2013 - 18h42 | Patrícia Azevedo
patricia.azevedo@rac.com.br

Foto: Thiago Fonseca/Correio Popular
Parte dos quadros roubados pela quadrilha foi recuperada em Piracicaba
Parte dos quadros roubados pela quadrilha foi recuperada em Piracicaba

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas e a Polícia Federal prenderam, na madrugada desta quinta-feira (7), parte de uma quadrilha especializada em roubar obras de arte e livros raros em todo Brasil. A operação, que resultou na prisão de Vanique Bueno, de 54 anos e Ivalu Santana Sakamoto, de 27 anos, em Piracicaba, e Laérssio Rodrigues de Oliveira, de 40 anos, e Jane Cristina Teixeira da Silva, de 39 anos, em São Paulo. 

A quadrilha é a mesma que roubou cerca de 100 livros raros do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) de Campinas. O crime aconteceu no dia 8 de agosto, quando funcionários, voluntários, pesquisadores e visitantes que estavam no local foram feitos reféns, amarrados e amordaçados enquanto os bandidos recolhiam itens de uma sala reservada, que fica nos fundos da biblioteca. A maior parte das obras roubadas era do acervo do presidente campineiro Campos Sales. Um dos suspeitos preso nesta quinta-feira disse que os livros levados do CCLA podem estar na Europa. Já dos cerca de 40 quadros apreendidos com os suspeitos, 12 deles já foram confirmados que pertencem ao Centro de Ciências, Letras de Artes de Campinas. Além disso, Bueno e Ivalu foram reconhecidos por vítimas do roubo no CCLA. donos de quadros roubados em todo Brasil estão sendo chamados para o reconhecimento das obras.  

Entre os cerca de 100 livros levados, havia nove volumes de uma coleção francesa rara de botânica datada do ano 1.600. Cada livro custa entre US$ 25 mil a US$ 30 mil. A Interpol, polícia internacional, foi acionada para identificar caso o acervo seja vendido em outros países e a Polícia Federal acompanhou o caso.

Parte dos cerca de 40 quadros recuperados estavam na casa de Bueno e em um antiquário em Piracicaba. Bueno era o responsável por contratar os criminosos que participavam das ações, Sakamoto fazia o reconhecimento e o levantamentos dos objetos nos locais que seriam atacados. Laérssio é apontado pela polícia como o mentor intelectual da quadrilha e o responsável por avaliar os objetos roubados. Por fim, Jane cuidava da logística do roubo e esconder os ladrões após os roubos.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações duraram cerca de 3 meses e apontou que a quadrilha agia em todo Brasil e já teria feito, inclusive, roubos na Pinacoteca de São Paulo, Museu Nacional do Rio de Janeiro, a Esalq de Piracicaba (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e a Biblioteca Nacional do Paraná, entre outros. Os policiais identificaram outros membros da quadrilha e mais quatro mandados de prisão já foram solicitados a Justiça. 

Oliveira responde seis processos na Justiça Federal e Bueno já cumpriu mais de 25 anos de prisão por roubos. 

Leia mais sobre o roubo

 



Comentários(0)

Conforme Termo de Uso, comentários com conteúdo inadequado e spam poderão ser removidos a critério do Correio.com

Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Leia os termos de uso

Tempo Agora   Cinema   Horóscopo   Estradas e Aeroportos   Trânsito
cadastre-se e continue lendo
Este é o seu 10º acesso ao site do Correio Popular
neste mês. Para dar continuidade a suas leituras,
cadastre-se gratuitamente agora. É fácil e rápido,
basta clicar em "quero me cadastrar". Ou se preferir,
faça a sua assinatura e garanta seu acesso sem
restrições.

cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
Saiba mais.
O melhor e mais completo conteúdo
da RMC está aqui!
O melhor e mais completo conteúdo
da RMC está aqui!
Cadastre-se e continue tendo acesso ao melhor
e mais completo contéudo da RMC.
NOME:
SOBRENOME:
E-MAIL:
SENHA:
REPETIR SENHA:
Quero receber notícias e comunicações do Correio Popular

cadastre-se e continue lendo