Baú de Histórias

Irmã Serafina e seus points

A freira francesa Maria dos Serafins Favrè, conhecida como Irmã Serafina, morreu de febre amarela e, em sua homenagem, a então Rua Sete de Setembr...
14/11/2013 - 15h23 | Janete Trevisani
faleconosco@rac.com.br
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Irmã Serafina e seus points

A freira francesa Maria dos Serafins Favrè, conhecida como Irmã Serafina, morreu de febre amarela e, em sua homenagem, a então Rua Sete de Setembro passou a se chamar Irmã Serafina em 1889.

A praça Carlos Gomes é um dos marcos históricos da Irmã Serafina. Em tempo: Antonio Carlos Gomes chegou a morar nessa rua quando era criança. Logo depois da morte de sua mãe, ele se mudou com o pai para uma casa na esquina da Rua das Casinhas (atual General Osório) com a Rua da Bica Grande (atual Irmã Serafina).

Em 1883, a praça começou a ser enfeitada com palmeiras imperiais, sob orientação de Ramos de Azevedo. O coreto só foi construído em 1914.

Outro point histórico da Irmã Serafina é o Clube Semanal de Cultura Artística, datado de 1857. Um de seus fundadores foi Bento Quirino. No início, o clube servia para reuniões semanais sobre política e arte. Sua primeira sede foi na esquina da Rua Regente Feijó com a Barreto Leme. O clube foi palco de apresentações da soprano campineira Maria Monteiro e do compositor Carlos Gomes, entre outros grandes nomes da época. Até hoje, o piano tocado por Carlos Gomes faz parte do acervo do Cultura. Com mais de 150 anos de história, esse foi o primeiro clube brasileiro a ter uma sede. A sede atual já foi inclusive um cinema, de estrutura simples, cercado de madeira e coberto com folhas de zinco, chamado Cine Coliseu.

Outro marco da rua é o Edifício Itatiaia, único projeto de Oscar Niemeyer em Campinas, que teve sua construção iniciada em 1953. O prédio tem 15 andares e 60 apartamentos e foi o primeiro a ser erguido na rua. São quatro apartamentos distribuídos por andar, todos com medidas diferentes. Foi projetado para um cidade tranquila e não recebeu muros e grades. Sua estrutura é marcada por pilares no andar térreo, que garantem a sustentação da obra. Dessa maneira, Niemeyer integrou o espaço público e o particular, deixando acesso livre entre a Rua Irmã Serafina e a Rua Coronel Rodovalho, onde está a parte de trás do prédio. A obra foi concluída para moradia em 1960. Com o aumento da violência, o prédio passou a ter grades.



 





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