COM GÁS

Mãe é acusada de matar as duas filhas no Butantã

Corretora de imóveis teria confessado que matou as filhas de 13 e 14 anos. Um cachorro também foi morto na casa

15/09/2013 - 20h17 | Agência Estado
correiopontocom@rac.com.br

A corretora de imóveis Mary Vieira Knorr, de 53 anos, foi presa em flagrante sábado, 14, pela polícia sob a acusação de ela ter assassinado as duas filhas de 13 e de 14 anos. O crime ocorreu na casa em que viviam, no Butantã, na zona oeste de São Paulo. Mary, que teria tentado o suicídio, foi encontrada no sábado à tarde com as jovens. Ela agonizava no chão da sala e teria confessado o crime. Disse que havia matado as filhas e afirmou que queria morrer.
Uma denúncia sobre um vazamento de gás feita ao Corpo de Bombeiros levou à descoberta do crime. Quando os bombeiros chegaram à casa, um sobrado da Rua Doutor Romeu Ferro, na Vila Gomes - região do Butantã -, encontraram o imóvel trancado. Não havia sinais de arrombamento e ninguém respondia aos bombeiros. O cheiro de gás vinha da casa. Os bombeiros decidiram entrar e encontram a mãe na sala.

O gás estava aberto. Na parte superior da residência encontraram as duas adolescentes. Os corpos de Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovanna Knorr Victorazzo, de 14, estavam cada um em um beliche. O quarto estava bastante revirado e com fezes de animais - a perícia suspeita que as jovens estivessem mortas havia dias. No box do banheiro do quarto havia ainda um cachorro morto com um saco plástico amarrado na cabeça.

Mary acabou levada por uma unidade de resgate dos bombeiros para o Pronto Socorro do Hospital Universitário, onde permaneceu internada em observação sob efeito de sedativos. Peritos do Instituto de Criminalística devem fazer a perícia do local. Ao Instituto Médico-Legal ficará a tarefa de determinar como as jovens foram mortas.

Na tarde deste domingo ela devia passar por exame psiquiátrico no pronto-socorro da Lapa. Segundo o Hospital Universitário, a corretora está “clinicamente bem”. De acordo com a PM, Mary tinha passagem na polícia por periclitação de vidas (pôr em risco a vida de alguém) e por estelionato.



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