Projeto quer conectar 3 bilhões por satélite
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Projeto quer conectar 3 bilhões por satélite

Rede O3B foi criada para oferecer internet de alta velocidade e bom preço para 180 países com infraestrutura deficiente

02/07/2013 - 08h45 | France Press
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Os quatro primeiros satélites da rede O3b, que têm o objetivo de oferecer uma conexão de internet de alta velocidade e com bom preço para três bilhões de pessoas em 180 países do mundo, foram lançados da Guiana Francesa a bordo de um foguete Soyuz.

“Os quatro primeiros satélites da constelação acabam de ser lançados por nosso lançador Soyuz”, declarou o presidente da Arianespace, Stephane Israel, ao final de uma missão de 2h23m, terça-feira passada. O primeiro par de satélites se separou do foguete russo duas horas depois da decolagem e os outros dois, 22 minutos depois.

O3b é a abreviação de “Other 3 billion”, os “outros três bilhões” de habitantes do planeta que, por falta de infraestrutura, ainda não têm acesso rápido e fácil à internet, como nos países ricos.

A ideia surgiu em 2007 da mente do norte-americano Greg Wyler, fundador da O3b Networks, quando o pioneiro das redes de telefonia de terceira geração (3G) estava em Ruanda e não podia se conectar por causa das infraestruturas deficientes do país.

Apesar disso, “os moradores desses países estão desejando ter acesso à internet, a demanda existe, trata-se de um problema de custo”, explicava em 2008, durante visita a Paris, onde lançou oficialmente seu projeto.

Para solucionar o problema, Greg Wyler teve a ideia de evitar as caras infraestruturas por terra, como fibra ótica ou cabo, e colocar em órbita ao redor do Equador uma constelação de pequenos satélites que servem de repetidores entre os usuários da internet em todo o mundo e que só precisam de antenas parabólicas.

A órbita ao redor do Equador permite cobrir uma área de 45 graus ao norte e 45 graus ao sul, uma região que inclui toda a África, quase toda a América Latina, o Sudeste asiático, a Austrália e a Oceania, onde há muitos países sem infraestrutura suficiente para garantir uma boa conexão à rede.

Embora os satélites geoestacionários já proporcionem esse tipo de serviço, seu custo de exploração e o preço final para o usuário ainda são muito altos. Além disso, os satélites “clássicos” ficam a 36 mil quilômetros de altitude, são muito grandes, precisam de muita potência para emitir e os dados demoram às vezes mais de meio segundo para ir e voltar à Terra.

É o contrário dos satélites O3b, projetados pela Thales Alenia Space, e que estarão situados a 8.062km.

São menores (650 quilos contra as 4 a 6 toneladas dos geoestacionários) e se comunicam com a Terra quatro vezes mais rápido. A logo prazo, a velocidade da internet que oferecerão será “comparável em volume e em tempo de resposta à fibra ótica”, assegura a Arianespace.

Cada satélite tem doze antenas móveis que permitem apontar para pontos precisos em função da demanda de conexão e cobrem áreas com centenas de quilômetros quadrados, assim como os satélites de observação da Terra.

O sinal que emitem é da gama de frequências Ka, que tem uma grande amplitude de banda e pode ser facilmente captado com antenas parabólicas muito pequenas.

Convencidos da rentabilidade da ideia de Greg Wyler, grandes grupos internacionais investiram no projeto, como Google, Liberty Global, líder dos operadores internacionais de cabo, o operador de satélites SES, o banco HSBC e o banco de desenvolvimento da África do Sul.

Outros quatro satélites serão lançados mais adiante para completar a rede e a médio prazo serão enviados outros 16, informou a O3b Networks.





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