HC da Unicamp combate bactéria multirresistente
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HC da Unicamp combate bactéria multirresistente


Onze pacientes foram contaminados nos últimos quatro meses, todos com doenças graves

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HC da Unicamp combate bactéria multirresistente

Onze pacientes foram contaminados nos últimos quatro meses, todos com doenças graves

06/04/2013 - 19h12 - Atualizado em 06/04/2013 - 08h49 | Fabiana Marchezi
correiopontocom@rac.com.br

Foto: Cesar Rodrigues/AAN
Origem da bactéria é investigada pela Comissão de Controle de Infecção do Hospital de Clínicas
Origem da bactéria é investigada pela Comissão de Controle de Infecção do Hospital de Clínicas

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou ontem que detectou um surto da bactéria multirresistente Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Segundo o hospital, 11 pacientes foram contaminados nos últimos quatro meses, sendo que seis deles — 54% — morreram. Entretanto, a médica infectologista Maria Luiza Moretti explicou que não é possível atribuir as mortes à bactéria.

“Todos os pacientes tinham doenças muito graves e estavam bastante debilitados, o que faz com que o organismo fique mais suscetível a infecções associadas aos cuidados da saúde. Sabemos que a bactéria não provocou as mortes, mas com certeza contribuiu”, ressaltou a médica. Os outros cinco pacientes foram tratados com o antibiótico Polimixina, foram curados e já receberam alta.

De acordo com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), o primeiro caso foi registrado em dezembro de 2012 e o último na primeira semana de março.

“Dentro da curva de ocorrências, o número de casos não foge da curva média de infecções, o que não caracterizaria um surto. Mas se partirmos do pressuposto de se tratar de uma nova bactéria em circulação aqui no hospital, podemos considerar surto”, afirmou a especialista.
“Podemos dizer que a situação está controlada, uma vez que não identificamos nenhum outro caso há mais de 30 dias”, disse Maria Luiza.

Entretanto, os especialistas não descartaram a possibilidade de mais pacientes serem contaminados. “Uma vez que a bactéria se instala em um hospital é difícil erradicar”. Além de tomar as providências necessárias para evitar a disseminação da bactéria, a comissão investiga sua origem. “Estamos tentando saber como ela chegou, mas é muito difícil porque recebemos 5,8 milhões de pacientes graves de várias cidades da região. Muitos já passaram por outros hospitais, ficando internados por longos períodos, o que torna difícil a identificação da origem da bactéria”, explicou.

O médico infectologista Christian Cruz Hofling contou que a resistência da bactéria aos antibióticos carbapenêmicos está relacionada ao uso desenfreado desses medicamentos, considerados comuns. “As pessoas vão à farmácia, compram antibióticos sem determinação médica, usam por tempo inadequado e acabam fazendo com que as bactérias fiquem mais resistentes a esse tipo de medicamento, considerado mais comum”, ponderou. 



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