ZOMBIE WALK

Piracicaba tem desfile de mortos-vivos pela cidade

Uma pessoa mais supersticiosa poderia até imaginar que o apocalipse havia chegado

02/11/2012 - 19h58 | Felipe Rodrigues
felipe.rodrigues@gazetadepiracicaba.com.br

Foto: Claudio Coradini/Gazeta de Piracicaba
Movimento percorre a avenida Independência, perto do Teatro Municipal
Movimento percorre a avenida Independência, perto do Teatro Municipal

Imagine a cena: um motorista trafega pela avenida Independência, nas proximidades do Teatro Losso Netto, quando de repente se depara com um verdadeiro exército de mortos-vivos, dos mais variados, andando pela região, gemendo, arrastando correntes, com partes dos corpos totalmente mutiladas, além de escoriações em braços e pernas.
Zumbis desfilam em Piracicaba
Uma pessoa mais supersticiosa poderia até imaginar que o apocalipse havia chegado, enfim, já que em 2012 o mundo pode acabar mesmo, pelo menos é o que alguns dizem. Mas que nada. Durante a tarde desta sexta-feira (2) ocorreu o Zombie Walk (algo como marcha dos zumbis, em inglês), pelo segundo ano consecutivo em Piracicaba, reunindo cerca de mil pessoas pelas ruas e avenidas.

O movimento é organizado pela internet em todo o Brasil e tem como objetivo reunir pessoas que se fantasiam como zumbis e se comunicam iguais aos mortos-vivos.

São noivas de aspecto cadavérico, fantasmas de aparência mórbida, personagens de histórias infantis em versões demoníacas, entre outras figuras que parecem ter saído do inferno. A participação é gratuita e aberta a todos, bastando comparecer a caráter e se unir à turma.
Zumbis desfilam em Piracicaba

Uma das primeiras Zombie Walks ocorreu em 2003, em Toronto, no Canadá, com apenas seis participantes, mas com grande repercussão. Em 2005 ocorreu em Vancouver a primeira Zombie Walk em grande escala, com mais de 400 participantes caminhando pelo centro da cidade. De lá para cá, várias cidades aderiram ao movimento.

Em Piracicaba, a concentração aconteceu na Estação da Paulista, por volta das 15h. Os zumbis saíram pouco depois das 16h e já viraram na esquina da Rua Governador Pedro de Toledo. De lá, os mortos-vivos foram para a Avenida Independência e cruzaram a via até o bar Captain Jack. O percurso tem dois quilômetros, aproximadamente.

Apesar da multidão de mortos-vivos, no entanto, a reunião se assemelha a uma confraternização mais que qualquer outra coisa.
Zumbis desfilam em Piracicaba

“Eu vim para me divertir com os amigos”, diz o estudante Clésio Pereira, que estava fantasiado de um zumbi com roupa de médico. Famílias também compareceram ao local, como Amália Bárbara e a filha Alice, de apenas oito meses. Já Edinho Silvestrini, fantasiado de um pescador do além, foi com o filho Igor, de cinco anos, e o irmão Thomas, de 15 anos.

Impossível não se lembrar de filmes como a Volta dos Mortos-Vivos ou Madrugada dos Mortos, do diretor George Romero, ícone maior do cinema de zumbis. “É muito legal que parece que a gente tá dentro de um filme de horror”, diz Eduardo Campos, que estava fantasiado de um coveiro-cadáver. Com a diferença que ninguém morre no final. 
Zumbis desfilam em Piracicaba
 






















Zumbis desfilam em Piracicaba

 



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